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Porque todo o tempo é de poesia (1)

25 de novembro cumpriu 25 de abril
Lembras-te? Sabes que houve 25 de abril E saber de um 11 de março Sabes que houve um verão quente, Sabes que um ilustre Gonçalves Tirou aos donos bancos e herdades E a retornados deixou carentes E a afrolusos deixou guerras mil: Tudo seria dos nossos alarves? O meu amigo, acaso não saberá Que barbudos abriam carros E tiravam quais donos do alheio, Como se sacassem ao Salazar Para ditadura de mãos mudar: Ditador deposto, pior posto? E que muitos foram saneados E mal acusados de fascistas Para dar taxos a marxistas? Saberás de um 25 de novembro, Dia de Neves e Eanes libertarem Estado tolhido de aprisionados Para o 25 A ser cumprido? Sabes, agora, esta vez de novo, Que Lelo Antunes, o anulado, Vai este ano ser homenageado No dia 25 em mês devido Por devolverem o país ao povo. Em pior colonização e roubalheira, As que foram colónias lusas, Vivem há meio século o marxismo, Sob ventos e roubos de Leste E corrupção de vendidos aliados Em manhas, lutas, jogos e trocas: Dou-te cinco, dos dez roubados.
Aires Gameiro – 25 de novembro de 2024 – in SOPROS E RESPIROS – DE CRESCER E ASCENDER, livro recentemente publicado.

Nota
O autor deste poema, não é jovem, nem político, nem politólogo, nem tão pouco poeta…porque “o poeta é um fingidor”, finge tão completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente”. (2)
Porém, é autor de cinco dezenas de livros, didácticos, técnicos, religiosos e de viagens. É Irmão de S. João de Deus, sacerdote, doutorado em Teologia Pastoral da Saúde, professor universitário, membro honorário da academia Portuguesa de História e membro de diversos centros de investigação. Foi director da revista Hospitalidade e autor de numerosos artigos científicos. Foi também Director de Casas de Saúde Mental, assim como conferencista e formador, em Portugal e em dezenas de países nos cinco continentes.

Do Padre Aires Gameiro a poesia emerge como a santidade, a oração, o trabalho ou o falar com Deus.
«Para ele todos os acontecimentos merecem um poema, mesmo aqueles que primam por uma aparente insignificância, mas que ele consegue cobrir de cor, beleza e poesia. Muitas vezes terá ele certamente pensado e dito de si para consigo: ”Isto merece um poema”.
E se o pensa, o poema aparece! Sintetizando, eis o que podemos dizer de todos e de cada um dos poemas deste livro: “Deus quer, o Pe. Aires Gameiro pensa, o poema nasce e aparece”»
Lisboa, 18 de Maio do ano da Graça de 2025
(1) – António Gedeão – Poemas Clássicos
(2) – Fernando Pessoa
