Mulheres lideram Casas do Benfica na Beira Baixa

Mulheres lideram Casas do Benfica na Beira Baixa

As casas do Benfica da Beira Baixa são atualmente lideradas por mulheres. No caso da Casa do Benfica de Proença-a-Nova é Ana Jacinto que está nos comandos.

Neste Dia Internacional da Mulher, o Sport Lisboa e Benfica destaca o trabalho e dedicação feito pelas líderes de Casas do Benfica no mundo inteiro.

Na presente entrevista Ana Jacinto explica como é liderar uma Casa do Benfica no feminino, as vantagens e as dificuldades de ser mulher num mundo predominantemente de homens, e também percebemos as adaptações feitas para combater e tentar contornar a tormenta provocada pela pandemia da COVID-19.

1. Quais são os desafios que se colocam a uma mulher na gestão de uma Casa do Benfica?

1. Dirigir uma Casa é igual. A nossa Casa é diferente das Casas tradicionais. Não temos bar, estamos mais focados em atividades desportivas e temos uma loja. O bar poderia ser algo que viesse contra nós, mulheres. Nunca senti essas diferenças. As obrigações familiares de uma mulher é que ainda são diferentes das de um homem, apesar de as coisas estarem a mudar. Eu, por exemplo, tenho um bebé com três meses. Temos de gerir a parte profissional, a pessoal e a associativa. A gestão do tempo é que é mais uma coisa que temos de fazer. Não vejo grandes dificuldades em ser mulher e gerir [há três anos] uma Casa do Benfica.

2. Qual é a reação das pessoas ao se aperceberem que a gestão é feita no feminino?

2. Sinto que ficam agradavelmente surpreendidas. Quando tenho de dizer que sou a presidente, as pessoas exclamam: “Ah, muito bem”. Não estão à espera, mas é o quebrar das barreiras, em que as mulheres não se envolviam nestas coisas e ficavam em casa. Ficam agradavelmente surpreendidas e noto isso desde o primeiro dia.

3. Sendo mulher, como é exercer a liderança em tempos de pandemia?

3. Os meus colegas, os elementos da direção, têm aquele respeito por eu ser mulher. Mas somos todos amigos. Neste momento de pandemia, quem me está a ajudar são os elementos femininos. Neste caso, os elementos masculinos cumpriram as minhas ordens e estão em casa. A força do feminino teve mais garra [risos]. Não estou a falar mal deles, mas foram elas que se mexeram. Não sei se é por ser uma mulher que vai ao leme, mas elas responderam-me mais prontamente.

4. Que adaptações foram feitas na Casa para superar as restrições da COVID-19?

4. Tivemos de nos adaptar. O primeiro confinamento foi mais difícil, porque ninguém sabia o que aí vinha e fechámos tudo. Quando nos deixaram reabrir as portas, tentámos de tudo. Fizemos redução de horários, aumentámos as turmas das atividades desportivas. Adaptámos a loja. No segundo confinamento já não foi uma surpresa, sabíamos com o que tínhamos de lidar e preparámo-nos com as aulas online. Os professores também aderiram ao projeto, que é inovador. É difícil estar do outro lado e dar hip-hop ou cycling. As aulas são às 7h00 e as pessoas levantam-se para assistir. A loja tem uma secção de gomas e temos um funcionário a fazer entregas porta a porta. Temos, ainda, um catálogo de produtos do Sport Lisboa e Benfica para os vender e tentar ganhar algum dinheiro. Não parámos.

Nota de redação: A presente entrevista foi da responsabilidade da Comunicação do Departamento das Casas Benfica

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