Idanha-a-Nova: Cláudia André defende manutenção da ESGIN

 Idanha-a-Nova: Cláudia André defende manutenção da ESGIN

A deputada do PSD, eleita pelo círculo eleitoral de Castelo Branco, Cláudia André, pediu ao Governo para preservar a autonomia e a manutenção da sede da Escola Superior de Gestão em Idanha-a-Nova, assim como em assegurar a sustentabilidade financeira do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Num debate realizado no passado dia 11 de Março, a propósito de uma petição levada ao Parlamento, a deputada apelou à construção de “pontes de entendimento que sejam equilibradas e que sirvam os jovens, as populações e as empresas” do distrito. “Servir o interior do País também servir todo o País”, sublinhou.

“O PSD entende a necessidade da sua reestruturação, pressionada pelos novos desafios científicos e académicos e pela imposição que o atual Governo propôs como moeda de troca do reforço financeiro necessário ao equilíbrio da instituição. Num tempo em que o ministro da Ciência e Ensino Superior aposta na ‘democratização espacial’, instamos que coloque os pés na Terra, que chegue aos territórios  mais despovoados e encontre soluções que garantam, simultaneamente, a sustentabilidade financeira e atualização  do Instituto Politécnico de Castelo Branco, assim como a permanência da autonomia e da sede da Escola Superior De Gestão em Idanha-A-Nova, contribuindo assim para a coesão territorial e o desenvolvimento de toda esta região do Interior do país”

referiu a deputada

A parlamentar lembrou ainda o legado do PSD no fortalecimento da então Escola Superior de Tecnologia e Gestão, que passou a administrar cursos de especialização de quadros de empresas, a realizar projetos de investigação aplicada em cooperação com a comunidade empresarial, a apoiar as empresas e instituições e a orientar o seu desenvolvimento industrial.

“O distrito necessita do Instituto Politécnico de Castelo Branco, das suas sinergias dos seus serviços, do seu conhecimento para potenciar todo o território. No entanto, o sistema funciona em simbiose, o Instituto Politécnico de Castelo Branco também precisa da região, será tanto mais forte quanto mais pujante esta se revelar. Estamos em tempos de nos unir, de acrescentar, de reerguer, de fortalecer o interior do país e o país, não podemos render-nos às dificuldades, precisamos emprego qualificado, de empresas consistentes e inovadoras e de fixar população. As Instituições do Ensino Superior serão cruciais para o conseguirmos, logo a Escola Superior de Gestão de Idanha a Nova, Instituto Politécnico de Castelo Branco e Universidade da Beira Interior serão decisivas para o desenvolvimento do distrito de Castelo Branco, do interior e de todo o país.”

salienta Cláudia André

Ao todo o parlamento aprovou cinco projetos de resolução de diferentes bancadas que, em geral, recomendam ao Governo a autonomia e a manutenção da sede da Escola Superior de Gestão em Idanha-a-Nova.

Foram aprovados com diferentes votações, projetos de resolução do PS, PSD, BE, PCP, CDS-PP e PEV.

Os projetos de resolução pedem ao Governo que promova uma solução que salvaguarde o projeto educativo da Escola Superior de Gestão da Idanha-a-Nova (ESGIN) do Politécnico de Castelo Branco (IPCB).

Já em fevereiro, o Conselho Geral do IPCB aprovou, por maioria, os novos estatutos da instituição, que, após homologação por parte da tutela, permite a reestruturação organizacional desta instituição de ensino superior público.

O processo de reestruturação aprovado prevê que as atuais seis escolas do IPCB deem origem a quatro novos estabelecimentos de ensino, que terão as designações de Escola Superior de Tecnologia e Ciências Agrárias (ESATEC), Escola Superior de Educação e Artes (ESEART), Escola Superior de Informática e Gestão (ESIG) e Escola Superior de Saúde e Desporto Dr. Lopes Dias (ESALD).

O processo não tem sido pacífico e tem provocado várias reações, nomeadamente de estudantes da ESGIN, autarcas e populares, que se têm manifestado a exigir a continuidade da escola na vila de Idanha-a-Nova.

Os projetos de resolução aprovados na generalidade descem agora à 8ª Comissão – Educação, Ciência, Juventude e Desporto.

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