Castelo Branco rejeita fatalismo demográfico

 Castelo Branco rejeita fatalismo demográfico

Leopoldo Rodrigues defende investimento e desenvolvimento para combater baixa densidade

O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, rejeitou a ideia de que os territórios de baixa densidade estejam condenados ao declínio demográfico, defendendo antes uma estratégia de desenvolvimento sustentada em investimento, infraestruturas e valorização das pessoas.

As declarações foram feitas esta sexta-feira, 22 de maio, durante a sessão de abertura do seminário “Demografia e Economia nos Territórios e na Baixa Densidade”, que decorre no Museu Francisco Tavares Proença Júnior.

“Territórios de baixa densidade são oportunidades de transformação”

Durante a intervenção, Leopoldo Rodrigues afirmou que os conceitos de baixa densidade e perda populacional não devem ser encarados como um destino inevitável, mas sim como “desafios exigentes e oportunidades de transformação”.

O autarca sublinhou que o município tem apostado em políticas públicas orientadas para o desenvolvimento do território, destacando investimentos em infraestruturas como o Aeródromo Municipal, a linha férrea eletrificada e a ligação por autoestrada a Lisboa.

Leopoldo Rodrigues, Presidente da Câmara de Castelo Branco

IC31 apontado como prioridade estratégica

O presidente da Câmara defendeu ainda um maior reforço do investimento público por parte do Estado, considerando prioritária a construção do IC31, via que permitirá ligar a autoestrada à fronteira espanhola e a Madrid.

Segundo Leopoldo Rodrigues, esta infraestrutura será determinante para aumentar a competitividade da região e reforçar a ligação internacional do Interior do país.

Empresas exportadoras e ensino superior destacados

Na sua intervenção, o autarca destacou também o dinamismo empresarial existente no concelho, apontando o crescimento de empresas exportadoras locais e o papel inovador do Instituto Politécnico de Castelo Branco no desenvolvimento regional.

Outro dos temas abordados foi a importância da Unidade Local de Saúde, para a qual pediu maior atenção política, defendendo a necessidade de garantir cuidados hospitalares de proximidade à população.

Trabalho em rede é essencial para fixar população

O presidente da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, João Lobo, defendeu que o combate à perda demográfica só será possível através da articulação entre municípios.

João Lobo revelou ainda que um estudo recente do IPCB aponta para um aumento da fixação de população nos oito municípios da CIMBB, com alguns territórios a registarem crescimentos superiores a dois dígitos percentuais.

João Lobo, Presidente da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa

Comunicação positiva para valorizar o Interior

A encerrar a sessão, José Ribau Esteves alertou para a necessidade de abandonar narrativas negativas associadas à Região Centro, frequentemente ligadas a incêndios e fenómenos naturais.

O responsável defendeu uma comunicação mais positiva, focada nas potencialidades e qualidades do território, afirmando que “o motor da sustentabilidade é a economia, mas sempre em função do ser humano”.

José Ribau Esteves

Dinamizar os territórios

José António Cortez, da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP),
lembrou que a organização tem focado, há 2 anos, a sua ação na demografia, nos seus
constrangimentos e previsões de desenvolvimento.

Este é, aliás, o mote do Seminário,
organizado conjuntamente pela CCP e pela CIMBB, em colaboração com o Município
albicastrense, que coloca em destaque a responsabilidade acrescida que as cidades
têm para alavancar e dinamizar os territórios que as rodeiam.

José António Cortez, Confederação do Comércio e Serviços de Portugal

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