Proença-a-Nova: Dia do Município destacou “comunidades vivas”

 Proença-a-Nova: Dia do Município destacou “comunidades vivas”

O concelho de Proença-a-Nova festejou ontem, 13 de Junho, o seu feriado municipal. O dia foi composto por vários momentos inseridos no programa Proença ON Festa, que devido à pandemia se realizou online, pelo segundo ano consecutivo.

Este ano a sessão solene ocorreu na Serra das Talhadas, onde foi ainda inaugurada a Torre de Vigia projetada pelo arquiteto Siza Vieira.

Na sessão solene da Assembleia Municipal, o presidente da mesma e Secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Paulo Catarino, começou por referir que apesar de “vivermos tempos de grande incerteza pela nossa saúde humana e ambiental” é importante “perspetivar e continuar a preparar o futuro pois temos ainda grandes desafios pela frente”.

“O direcionamento de mais de 500 milhões de euros do PRR para os territórios de floresta, que tem vindo a ficar de fora dos fundos comunitários, significa uma rutura completa com as políticas do passado nos apoios às mudanças que precisamos de fazer numa parte significativa do nosso território continental.”

afirmou João Paulo Catarino
João Paulo Catarino

Apesar da disponibilidade financeira para o governante é fundamental o envolvimento completo das comunidades, das autarquias e dos proprietários. “Proença-a-Nova já provou estar preparada para aproveitar estes novos instrumentos de política como fez exemplarmente, e continua a fazer, com a adesão ao apoio do cadastro simplificado”, salientou.

É nesse sentido que para João Paulo Catarino as comunidades vivas devem estar “atentas às oportunidades” considerando que o concelho de Proença “estará, estou certo, no plutão da frente.”

A representar a bancada do Partido Socialista (PS) esteve o deputado João Baptista que não negando o despovoamento do interior negou o seu falecimento.

“Não observo uma realidade de números e de estatísticas ou percentagens. Vejo uma realidade de terreno de vivencia de contacto com as pessoas e com as comunidades. Vejo aquela que é a verdadeira realidade: o interior tem vida.”

sustentou

Já da bancada do Partido Social-Democrata (PSD) o deputado, Francisco Grácio, elogiou as comunidades proencenses que trabalham em prol do concelho.

“No nosso concelho existem comunidades bastante proativas e cooperam muito positivamente entre si, envolvendo ativamente as populações residentes, e não residentes, em que os seus habitantes dão também o seu melhor na realização e corporação de eventos, festas e outras ações genuinamente comunitárias sempre em prol da sua terra.”

afirmou

A fechar a sessão solene esteve João Lobo, Presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova.

Após um ano e três meses de pandemia o autarca afirma que “este é o tempo de falar de comunidades porque continua a ser a melhor forma, que encontro, para expressar esta ideia que o pequeno é fundamental para a construção do grande.”

“Somos constituídos por células que se agrupam e formam tecidos. Por sua vez constituem órgãos interligando-se e comunicando entre si. Estruturam-se num esqueleto e formam o todo: o nosso corpo. Os habitantes das nossas comunidades, nós individualmente somos essas cédulas que de forma conectada e com relação social geram o nosso habitat, as nossas aldeias que fomentam e criam comunidade.”

sustentou João Lobo

Com a obrigatoriedade de cortar ligações devido à pandemia o autarca indicou ainda que o apoio social “pilar importante na construção e manutenção das nossas comunidades” foi fundamental nos períodos de confinamento. Após indicar todo o trabalho desenvolvido nessa área, João Lobo anunciou ainda que o mesmo é para continuar.

“Aprovámos na assembleia municipal o código da ação social que concretiza a atribuição de bolsas de estudo, o banco solidário e o cartão municipal conferindo justiça nos apoios de termos uma sociedade mais equilibrada.”

informou o autarca proencense
João Lobo

Com os olhos postos no futuro é importante para o autarca criar condições para que as comunidades “se mantenham vivas perdurem e cresçam” sendo a criação de trabalho “condição essencial para a fixação e atração de novas pessoas para o território.” Um trabalho que para João Lobo “tem de ser dinamizado pelas empresas locais pois são elas que criam valor e emprego.”

A finalizar o presidente da autarquia proencense indicou ainda a necessidade de criar novas comunidades, sendo por isso “necessário uma ação concertada, entre municípios e poder central, com condições de atração e com uma visão estratégica para a habitação. Trabalho que já nos encontramos a realizar na criação de uma intervenção integrada de base territorial para o pinhal interior.”

A sessão culminou com a entrega de quatro medalhas municipais (ver notícia aqui).

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