Proença-a-Nova: BiodivSummit reforça importância dos fundos comunitários na sustentabilidade

Proença-a-Nova: BiodivSummit reforça importância dos fundos comunitários na sustentabilidade

A III edição do BiodivSummit, decorreu hoje 22 de Maio, Dia Internacional da Biodiversidade, no Centro de Ciência Viva da Floresta, em Proença-a-Nova, e reforçou a importância dos fundos comunitários para a sustentabilidade.

Este ano sob o tema da “Economia Viva”, João Lobo, presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, referiu que é esta economia “que queremos para estes territórios de baixa densidade, que denominamos de interior, e se traduz também naquilo que está alinhado muito com a condição do nosso quadro comunitário de apoio.”

Presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo

João Lobo recordou ainda o acordo verde Europeu (European Green Deal) “que foi definido pela comunidade europeia no sentido de traduzirmos também aquilo que podemos fazer para o todo. Para o todo nacional, para o todo europeu mas também para o contributo mundial” no qual incluí também o evento organizado pela autarquia proencense.

Não nos acanhamos por isso de dizer que também damos esse contributo para aquilo que é o nosso planeta relativamente à edição deste BiodivSummit.

reforçou o autarca proencense

Não tendo a possibilidade de estar presente, a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, deixou uma mensagem em vídeo.

Para a governante, que tutela os fundos europeus para o território, “o respeito pelos ecossistemas, a necessidade de preservarmos os territórios e os seus recursos para as gerações futuras e a construção de soluções cada vez mais modernas e verdes têm de ser valores que acompanham todo o nosso trabalho”.

São estes valores que procuramos introduzir na avaliação das candidaturas e nos apoios que concedemos quer no atual quadro comunitário, mas também nos próximos pacotes financeiros que vamos beneficiar e refiro-me mais concretamente ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

salientou Ana Abrunhosa
Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa

Para a ministra a aposta chave para os investimentos feitos com fundos europeus está na “criação de dinâmicas sustentáveis, de crescimento de valorização do território, de desenvolvimento econômico e social e de inclusão social”. Para a Ministra são estas as tendências que precisam de ser “aprofundadas e robustecidas até porque o pacto ecológico europeu tem um plano de ação muito claro com vista a atingir a neutralidade carbônica até 2050”.

No que diz respeito ao seu Ministério, Ana Abrunhosa salientou ainda alguns dos investimentos necessários.

“Investir em tecnologias não prejudiciais para o ambiente, apoiar a renovação industrial, tão importante nos dias de hoje, implementar formas de trabalho no público e privado mais limpas mais baratas e mais saudáveis. É importante descarbonizar o setor da energia, assegurar um aumento da eficiência energética dos nossos edifícios e cooperar com parceiros internacionais no sentido de melhorar as normas ambientais globais.

foram algumas medidas apresentadas pela Ministra

Ana Abrunhosa salientou ainda que é “urgentemente aumentar o nível de ambição e o nosso nível de compromisso com estes valores e temos cada vez mais de trabalhar juntos para objetivos comuns mas sobretudo de fazer com que as formas de atingir estes objetivos ajudem a garantir as sustentabilidade em todas as suas dimensões.”

A sessão de abertura contou ainda com a participação de Fausto Freire, Professor Associado da Universidade de Coimbra, coordenador do Centro de Ecologia Industrial, que abordou o tema da “Economia Circular” e “Ecologia Ecológica”.

Ao longo da tarde foram debatidos temas como a “Proteção e Valorização do Patrimônio”; a “Produção Biológica” e a “Reengenharia de processos”.

João Paulo Catarino, Secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território

Na sessão de encerramento, João Paulo Catarino, Secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, afirmou que não tem dúvidas que” nos próximos anos a temática da redução substancial da biodiversidade, no contexto mundial, e obviamente no contexto nacional, é um tema importantíssimo, porque esta redução da biodiversidade trás-nos implicações graves na nossa saúde ambiental.”

Redução da biodiversidade que para João Paulo Catarino já se verifica em Portugal “devido à introdução de espécies exóticas em Portugal que depois se vão tornando invasoras e depois as monoculturas sejam elas agrícolas ou florestais”.

Problemas que para o governante o governo central tem estado atento.

O governo tem apostado num conjunto de medidas para fomentar o restauro de alguns ecossistemas nomeadamente em áreas protegidas com investimentos significativos na ordem dos 60 milhões de euros.

garantiu João Paulo Catarino

A III edição do BiodivSummit pode ser vista ou revista em www.biodivsummit.pt

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