Proença-a-Nova: Até outubro já foram destruídos 102 ninhos de vespa asiática

Proença-a-Nova: Até outubro já foram destruídos 102 ninhos de vespa asiática

Até ao final do passado mês de Outubro já tinham sido destruídos em Proença-a-Nova 102 ninhos de vespa asiática.

A informação é avançada pela autarquia de Proença-a-Nova que diz ainda que o combate à proliferação da vespa asiática “deve ser uma responsabilidade não só dos apicultores e dos agricultores, os mais diretamente afetados pela presença desta invasora, mas também de todas as pessoas de uma forma geral, até porque se as abelhas morrerem, é a própria vida que está em causa.”

Para ajudar a combater este drama teve lugar, no passado dia 30, no Centro Ciência Viva da Floresta, uma sessão de esclarecimento sobre este tema. Andrea Chasqueira, técnica da Associação dos Apicultores do Litoral Centro – FNAP, que dinamizou a sessão afirmou mesmo que está “é uma questão de saúde pública” pois sem abelhas não há polinização.

Com a chegada do tempo mais frio, as obreiras dos ninhos de vespa asiática morrem, ficando apenas as mães, as fundadoras dos próximos ninhos que procuram sítios abrigados para hibernarem.

“Nesta altura do ano, e para apanharmos essas fundadoras, devemos colocar armadilhas perto das colónias ou junto das heras e das cameleiras, pois têm muito néctar”

acrescenta a técnica da Associação

Estas vespas procuram hidratos de carbono, daí que as armadilhas devam ter essencialmente açúcares. De entre todos os iscos disponíveis, o mais eficaz para esta fase é o que junta água, açúcar e fermento, sendo necessária a renovação periódica do produto para uma maior eficácia.

Nos meses de julho, agosto e setembro, a vespa asiática vai buscar a proteína que necessita, entre outros locais, às abelhas dos apiários. “Elas não querem a abelha em si, só querem uma parte da abelha: guilhotinam-na com objetivo de ir buscar a proteína que está junto às asas da abelha, mais precisamente no músculo”.

Quanto à destruição dos ninhos, idealmente deveria ser feita à noite, com fogo e o auxílio dos bombeiros, para que as vespas não possam fazer de imediato outros ninhos. No entanto, nem sempre é possível optar por esta situação e os ninhos têm sido destruídos por outros métodos durante o dia. Sempre que um ninho for detetado, devem ser contactados os serviços da proteção civil municipal.

Na abertura desta sessão de esclarecimento, o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo, referiu que no próximo ano irão decorrer diversas iniciativas dinamizadas por entidades como a Pinhal Maior, CIMBB e o ICNF com o objetivo de combater a proliferação da vespa asiática.

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