Comunidades cristãs de Proença fazem peditório para a Ucrânia

 Comunidades cristãs de Proença fazem peditório para a Ucrânia

As comunidades cristãs de Proença-a-Nova aceitam o desafio para fazer um peditório para a Igreja da Ucrânia.

No passado mês de novembro os bispos da Igreja Greco-Católica da Ucrânia enviaram uma carta à Conferência Episcopal Portuguesa solicitando apoio para as comunidades cristãs ucranianas.

Desde os primeiros dias da invasão russa, a nossa Igreja sempre esteve junto do seu povo: com aqueles que ficaram entre as ruínas e destruição na Ucrânia e com aqueles que se refugiaram pelo mundo à procura de segurança. Não olhando para as dificuldades da guerra, os nossos padres não abandonaram as suas comunidades, continuando cada dia a fazer o seu trabalho pastoral, apesar das dificuldades e perigos de morte para si próprios e para as suas famílias. As nossas comunidades paroquiais tornaram-se lugar de abrigo para todos aqueles que perderam tudo. Os nossos bispos, padres e religiosos, estão a ajudar a distribuir alimentos, medicamentos, produtos de higiene e todos os bens essenciais àquelas pessoas.

(…) tenho grande honra, em nome do Sínodo
Episcopal da Igreja Greco-Católica Ucraniana, em me dirigir à Conferência
Episcopal Portuguesa, aos nossos irmãos em episcopado, com palavras de
gratidão pelo seu apoio e pelas suas orações, agradecendo a abertura das vossas
comunidades eclesiásticas aos nossos refugiados ucranianos. Cada gesto da
vossa solidariedade para connosco é sinal da misericórdia divina e da esperança
em como Deus nunca nos deixa sozinhos quando estamos em flagelo.

Permita-me solicitar a V. Exa. apoio para a nossa Igreja que continua ao serviço
do povo de Deus nesta situação de calamidade e de guerra contínua na Ucrânia.
Para que os nossos sacerdotes possam continuar a fazer a sua missão sacerdotal,
necessitamos do apoio solidário dos nossos irmãos em sacerdócio e episcopado
do mundo inteiro. Como Igreja, nós sentimos obrigação de proteger os nossos
sacerdotes e respetivas famílias, que hoje em dia vivem em risco eminente e
apesar disso continuam a fazer a sua missão nas regiões destruídas do nosso país.
A maior parte da Arquidiocese de Kyiv e as suas infraestruturas, onde eu sou
Arcebispo Maior, está destruída pelo bombardeamento de mísseis russos. Esta é
a maior Arquidiocese da Igreja Greco-Católica Ucraniana, que abrange os
distritos de Kyiv, Jytomyr, Chernigiv e Vinnytsa, bem como as regiões de Lutsk,
Volyn, Rivne, Donetsk, Lugansk, Zaporijia, Kharkiv, Odessa, Mykolaiv e
também Exarcado da Crimeia.

O verdadeiro tesouro da nossa Arquidiocese é o Seminário Maior de Santíssima
Trindade em Kyiv, onde atualmente temos 105 seminaristas, que futuramente
serão os pastores nestas terras feridas pela guerra. Para que este seminário
continue a funcionar, nós somos continuamente obrigados a recorrer, pedindo
ajuda, a vários benfeitores. Mas hoje em dia também é nossa obrigação ajudar os
nossos 370 sacerdotes que continuam a sua missão nas regiões acima referidas,
onde passam grandes dificuldades.

Dirijo-me a Sua Excelência Reverendíssima pedindo apoio financeiro à
Conferência Episcopal Portuguesa e às dioceses portuguesas, se for possível, de
modo a tentar minimizar o agravamento da situação com a aproximação do
inverno rigoroso na Ucrânia.

Carta

Assim, a unidade pastoral de Proença, Peral e São Pedro do Esteval aceitou o desafio do nosso Pastor, Dom Antonino Dias, que está em sintonia com a CEP e no dia 1 de janeiro, Dia Mundial da Paz, vai realizar um ofertório, nas eucaristias dominicais, que reverte para a Igreja na Ucrânia. Todos os que não puderem participar na eucaristia dominicais, podem fazer a sua doação no cartório paroquial em Proença-a-Nova até ao dia 6 de janeiro.

Uma partilha que não é só uma partilha de bens, mas uma verdadeira oração pela PAZ NO MUNDO.

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