Uma Homenagem Oportunista

Uma Homenagem Oportunista

uma imagem retirada de https://expresso.pt

Não restam dúvidas que o papel de um Primeiro-Ministro quando é bem desempenhado e, sobretudo em períodos conturbados como do governo em questão, merecem a nossa estima e consideração. O cargo de Primeiro-Ministro é mal remunerado e quando se exerce de um modo altruísta é sem dúvida, motivo para um reconhecimento público. Mas, na minha modesta opinião, prestar homenagem a uma personalidade que desempenhou essa função tão pouco tempo parece completamente despropositado.

Cavaco Silva esteve dez anos como Presidente da República e exerceu cargo de Primeiro-ministro outro tanto, época em que o nosso país conheceu uma maior prosperidade. Mas, o Primeiro-Ministro não escolheu este ex-político para enaltecer, mas sim, Balsemão. Estranho? Talvez não…. De facto, embora estes dois senhores sejam ambos do Partido Social Democrata, Pinto Balsemão é mesmo um dos fundadores, na realidade Balsemão protagoniza uma das cadeias de informação mais importantes deste país:  SIC e o jornal Expresso.

Na realidade, desde que António Costa foi nomeado Primeiro-ministro, Ricardo Costa passou da direção do Expresso para a direção-geral de informação do grupo. Durante anos fui uma assídua espectadora dos telejornais principais da SIC Notícias porque havia independência jornalística. Agora, basta ver o que se está a passar com o maior desnível económico de Portugal relativamente aos restantes países da União Europeia ou ainda o problema grave que se está a gerar com a ADSE onde tudo se está a fazer para que esta se afunde. Nada disto é discutido! O primeiro problema é gravíssimo, mas, se virmos os noticiários estamos num país “sob-rodas”. Sobre a ADSE, se esta terminar, quem ganha? As seguradoras e o país fica com milhares de portugueses a serem transferidos para o SNS que já está moribundo…Há um motorista que matou um indivíduo e ainda continua em funções…Fala-se disso? Não! Faz-se de conta que não se passou nada. E as empresas familiares de alguns governantes? Com que profundidade são analisados estes assuntos? É repugnante o silêncio jornalístico atual se tivermos em conta a “algazarra” que a SIC fazia em assuntos de muito menor relevância com o governo de Passos Coelho!

Todos nos recordamos, da famosa frase “Quem se mete com o PS leva” de Jorge Coelho. António Costa vai mais além ao homenagear Francisco Balsemão, quem ajuda o governo não será esquecido! António Costa começou por, de uma forma inexplicável, numa altura de grande contenção orçamental, em dar mais um suplemento de 700€ a Juízes Conselheiros, em 2020 ganhavam mais de 6000€. No ano 2020, de um modo também inexplicável toda a comunicação social é gratificada com avultadas quantias de dinheiro, dinheiro este bem aplicado para os intuitos de António Costa pois a informação nas televisões são, no que se refere à situação do nosso país, um autêntico conto de fadas, um verdadeiro filme cor-de-rosa.

Não foi uma homenagem a Balsemão pelo serviço prestado enquanto Primeiro-Ministro, mas sim, uma homenagem de gratidão aos fretes que esta cadeia presta ao PS. Esta constatação leva a um maior critério na escolha dos canais informativos, caso contrário, arriscamo-nos a não ter a noção do país real em que vivemos.

*Maria Guimarães

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1 Comentário

  • O comentário sob o título (uma homenagem oportunista) reflete a realidade amarga que nos impõe a “democracia à portuguesa” um estilo criado e desenvolvido por gente, (que ao longo dos tempos) se foram revelando pouco recomendaveis. A verdade porém, é que tal gente, desde os tempos em que se passeavam por Paris onde tinham o seu “bureau político” ou da Argélia de onde difudiam as ideias perverssas, que levaram a “contaminar” sabotando incentivando à deserção, comunicando directamente com o directório político dos movimentos de libertação, quiçá de porta com porta em Paris. E foi assim que estes “patriotas” servindo-se da ingenuidade de muitos dos militares, (hoje manifestamente arrependidos) substituiram os “colonialistas” portugueses, que na sua maioria, era gente humilde que por aquelas paragens, encontravam forma de ganhar o pão de cada dia. É sabido por exemplo, que em Moçambique não havia qualquer avtividade mineira. A terra mantinha intactos os seus recursos
    Agora é o que toda a gente sabe, e que não é mais que o resultado da acção subersiva dos lacaios ao serviço de potencias estrangeiras, hoge usufruindo do trabalho sujo dos seus “colaboradores”, cujos descendentes e ainda alguns, teem as redeas do poder e se passeiam pelos corredores de São Bento. É por isso que por um lado Portugal não sai da cepa torta. Por outro o regime está totalmente subvertido e de democracia já nem se fala. Só se faz alguma coisa com o produto da mendicidade, vinda de Bruxelas, onde a dignidade e a honra de ser português é apenas realçada pelas vitórias da selecção. Que triste sina a nossa!!!

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