São José

 São José

vaticannews.va

P. Eduardo Indeque

No último encontro que tivemos 05 de Março, no Seminário dos Missionários do Preciosíssimo Sangue, refletimos um pouco sobre alguns aspetos de São José, onde sublinhamos em forma de síntese 6 deles:  o silêncio, valor e virilidade, trabalho, descanso e família, e vimos que todos estes elementos são como notas musicais, que para serem cantadas precisam de ser bem harmonizadas e bem afinadas.

Hoje só quero fazer em forma de resumo um recorrido geral a São José.

Na historia da salvação coube a Ele dar o nome a Jesus, na circuncisão; fê-lo descendente da linhagem de Davi, como era necessário para cumprir as promessas divinas. Nas suas dúvidas e inquietações o anjo disse-lhe: “Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,21). São José participou neste plano da salvação. Em todos os tempos difíceis, no mundo e da igreja em particular, os papas pediram aos fiéis que recorressem a São José; São João Paulo II, na sua exortação Apostolica Redemptoris Custus (15/08/89) disse: “assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo Místico, a Igreja” (nº1).

Patris Corde destaca “a valentia criativa” e assim nos dá exemplo e nos apoia na hora de acolher com “valentia criativa” nossas vidas tal como é, também com suas partes contraditórias, inesperados e incluindo decepcionante. O que dirá São Paulo no cap. 8, 28 de carta aos Romanos “tudo contribui para o bem dos que amam a Deus”. São José é como alguém disse: “o servo que faz muito sem dizer nada” o agente secreto especial de Deus. Modelo e mestre da oração da contemplação, da obediência e da fé; a vida espiritual de José não “mostra uma via que explica, se não uma via que acolhe”. Na prática, através de São José, é como se Deus nos repetisse todos os dias: “não temais!” porque “a fé dá sentido a cada acontecimento feliz ou triste” e nos faz consciente de que “Deus pode fazer que as flores brotem entre as rochas”. Viveu na íntegra aquilo que João Batista ensinou: “é preciso que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3, 30).

Santa Teresa de Ávila disse: “Quem não achar mestre que lhe ensine a orar, tome São José por mestre e não errará o caminho”, ela ensinava que cada santo nos socorre em uma determinada necessidade, mas que são José nos socorre em todas.

O grande Doutor da Igreja Santo Agostinho compara os outros santos às estrelas, mas, a São José, ele o compara ao Sol. Porque a ele Deus confiou suas riquezas: Jesus e Maria. Pio XII o propôs como “exemplo para todos os trabalhadores” e fixou o dia 1º de maio como festa de José trabalhador.

 A grandeza dos bens que Deus colocou nas mãos de São José, leva-nos a apreciar com o valor de seu escondimento. Deus na sua providência quis que esse homem fosse depositário fiel da virgindade perpétua de Maria Santíssima, do menino Jesus, o próprio Deus feito homem, e do segredo da encarnação do Verbo.

A virtude que teve São José, desprezando as glórias humanas e escolhendo como única testemunha a palavra de Deus gravada em sua consciência, deve animar-nos a fazer o mesmo: ter em pouco caso o parecer das pessoas, para receber unicamente de Deus, que vê o escondido, a recompensa.

“De José propõe o Papa devemos aprender o mesmo cuidado e responsabilidade: amar a criança e a sua mãe; amar los sacramentos e a caridade; amar a Igreja e os pobres. Em cada uma destas realidades está presente a criança e a sua mãe”.

* P. Eduardo Indeque, cpps

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