Proença-a-Nova: “RAPIdeProença” quer criar rede de apoio a pessoas isoladas

 Proença-a-Nova: “RAPIdeProença” quer criar rede de apoio a pessoas isoladas

A campanha RAPIdeProença (Rede de Apoio a Pessoas Isoladas de Proença‑a‑Nova) já se encontra ativa na plataforma de financiamento colaborativo PPL, onde permanecerá até 4 de agosto de 2026, com o objetivo de angariar 74.120 euros para a implementação de uma rede municipal de proximidade destinada a apoiar populações isoladas em situações de emergência.

A iniciativa surge na sequência dos impactos provocados pelas tempestades recentes, em particular a tempestade Kristin, que evidenciaram uma maior condição de vulnerabilidade de várias localidades do concelho a períodos prolongados sem energia, comunicações ou acessos. Num território com mais de 100 localidades dispersas, muitas delas em zonas rurais e de difícil acesso, estas situações podem representar riscos significativos para pessoas que vivem sozinhas ou em locais remotos.

explica a autarquia em nota enviada

O projeto, segundo a Câmara, prevê a criação de uma rede municipal descentralizada, articulando o Município, as Juntas de Freguesia e cerca de 75 associações locais, garantindo que a resposta de emergência não depende exclusivamente dos meios centrais. A estrutura operacional integra 15 equipas de voluntários (30 elementos), formadas e equipadas para atuar rapidamente no terreno, reforçando a capacidade de apoio direto às populações.

Entre as ações previstas, destacam‑se a criação e capacitação das equipas de proximidade, a disponibilização de 300 kits de apoio pré‑posicionados nas associações, a aquisição de 8 telefones satélite e 2 sistemas Starlink para garantir comunicações mesmo em falha total de rede, e a distribuição de 6 mini geradores portáteis para assegurar autonomia energética em pontos estratégicos do território. As equipas serão ainda equipadas com mochilas operacionais e material de primeiros socorros.

lê-se ainda na nota enviada

O investimento global do projeto é de 74.120 euros, distribuído por componentes como formação e capacitação, equipamento das equipas, kits de apoio à população, comunicações de emergência e autonomia energética. A execução decorrerá ao longo de seis meses, incluindo preparação, aquisição de equipamentos, formação dos voluntários e implementação final no terreno.

“O Município pretende reforçar a capacidade de resposta local em cenários de isolamento, melhorar a coordenação em emergência, aumentar a resiliência comunitária perante falhas de energia e comunicações e valorizar o papel das associações e das freguesias como estruturas de proximidade”.

finaliza a autarquia de Proença-a-Nova

A campanha pode ser consultada em https://ppl.pt/RAPI.

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