Campanha Arqueológica na Igreja Velha do Peral

 Campanha Arqueológica na Igreja Velha do Peral

Campanha Arqueológica 2026

No dia 17 de Agosto, teve início a Campanha Arqueológica 2026 na Igreja Velha do Peral.

Durante o dia, os arqueólogos realizaram o primeiro dia de trabalhos. Às 17h, foi apresentada à comunidade, na Casa das Associações, a Campanha Arqueológica de 2026.

Escavações de 2022 permitem reconstituir a história do monumento entre os séculos XV e XVIII

A Igreja Velha do Peral, no concelho de Proença-a-Nova, voltou a ser alvo de uma intervenção arqueológica que está a revelar novos dados sobre a sua história, ocupação e evolução ao longo de vários séculos.

Integrada no Campo Arqueológico de Proença-a-Nova 2022, a campanha contou com a participação de estudantes de arqueologia e antropologia de várias universidades e centros de investigação.

Preservar o monumento e compreender o passado

O projeto desenvolvido no local tem dois objetivos principais:

  1. Travar a degradação das ruínas e recuperação da estabilidade física da igreja;
  2. Realizar sondagens arqueológicas na área envolvente, de forma a identificar contextos históricos e reconstruir as diferentes fases de ocupação do monumento.

Segundo os responsáveis pela campanha, esta abordagem permite “interpretar e contar a história da Igreja Velha do Peral com base em evidências materiais”, reforçando a importância do sítio para o património religioso e arqueológico da região.

Um templo com séculos de história

A Igreja Velha do Peral, originalmente dedicada a São Tiago, integra um conjunto de monumentos religiosos datados entre os séculos XV e XVIII.

Documentos históricos indicam que já em 1620 o edifício apresentava sinais de degradação, informação registada posteriormente pelo arcipreste Pedro Nunes de Figueiredo e citada pelo padre António Carvalho da Costa em 1706.

As escavações de 2022 identificaram duas fases distintas de ocupação:

  • A igreja primitiva, correspondente à construção inicial;
  • Uma reconstrução posterior, que permaneceu em funcionamento até ao século XVIII.

A planta do edifício é retangular, composta por nave única e capela‑mor orientada a este.

Achados revelam práticas funerárias e objetos de devoção

O solo ácido e a reorganização antropogénica do espaço funerário dificultaram a preservação dos restos humanos encontrados.

A equipa recolheu material osteológico correspondente a 5 indivíduos adultos e 1 não adulto.

Entre os achados contam‑se ainda:

  • 410 contas
  • Cinco medalhas religiosas,
  • Relíquias,
  • 22 moedas,
  • Fragmentos cerâmicos,

Estes materiais apontam para um período de utilização contínua entre os séculos XV e XVIII, reforçando a importância histórica e cultural do monumento.

Projeto envolve várias instituições

A campanha arqueológica conta com o apoio de diversas entidades, entre elas:

  • Município de Proença-a-Nova
  • Naturtejo
  • UNESCO
  • Centro Ciência Viva da Floresta
  • Instituto de Ciências Sociais e Políticas
  • EMERITA
  • Outras instituições parceiras

O imóvel pertence à Fábrica da Igreja Paroquial de Peral.

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