O sinal de Jonas e a paz entre a Rússia e a Ucrânia

O sinal de Jonas e a paz entre a Rússia e a Ucrânia
Padre Aires Gameiro

Poderá ser assim a possibilidade de evitar a 3ª Guerra Mundial. Ler como reflexão livre, não como tratado de teologia. Espero que ajude a lembrar e a meditar. O sinal é dado, em experiência mística, a Lúcia de Fátima na última parte do segredo e escrito a 3.01.1944. Ainda hoje se comenta muito o que levou tanto a adiar a consagração da Rússia a Nossa Senhora de Fátima e por que nunca foi consagrada explicitamente pelo nome.

Terá sido o atentado quase fatal contra João Paulo II que moveu este Papa à consagração, em 25.03.1984, e à revelação explicada da terceira parte do segredo em 2000? Com efeito, em 2000 foi revelada e explicada a catástrofe da lança em ponta de fogo do anjo a alvejar o eixo da terra. Mas a destruição da humanidade pelo fogo ao eixo da terra, construída pelos talentos dados ao homem, anunciava, como explicou o Cardeal Ratzinger, não uma fatalidade predeterminada, como agora alguns sugerem para o desfecho desta guerra entre a Rússia, a Ucrânia e grande parte do mundo, mas como algo que não é destino imutável.

A calamidade da 3ª Guerra Mundial é condicionada por algo que está nas decisões humanas. Os sistemas ateus contra a Igreja e os cristãos podem encontrar os sacrifícios, a penitência, a conversão e a oferta voluntária de vida dos mártires.

Quando na narrativa de Jonas (Jn. 1-4), da cidade de Nínive, cuja extensão de levar três dias a atravessar, aponta para a grandeza do mundo, a iminência da destruição era de condição. Dentro de quarenta dias será destruída, dizia o profeta Jonas, que só contrariado cumpriu a missão recebida. Figura imperfeita de Jesus Cristo, o voluntário do Pai, Jonas, profeta judeu, tentou fugir de barco, mas culpou-se de causar a tempestade e ofereceu-se para ser deitado ao mar e salvar os marinheiros. Foi engolido pela baleia (seio da terra, sepulcro de Jesus) e apesar disso, três dias depois, foi cumprir a missão. Não desejava que a sua missão surtisse efeito salvador. Esperava antes um destino de calamidade: ser destruída dentro de quarenta dias (quaresma). Cristo, o prefigurado de Jonas, enviado pelo Pai, ao contrário, anunciou o Reino de Deus, de paz, pediu conversão, penitência, morreu por todos os homens e três dias depois ressuscitou. Espera sempre a conversão e penitência da humanidade por quem deu a sua vida. Jonas também foi enviado, mas não acreditou no resultado misericordioso. Jesus, sim; e Maria, em Fátima, perante a iminência da destruição da humanidade, também; e aceita ser medianeira na calamidade de sistemas ateus inflamados pela liberdade humana contra a humanidade, a Igreja e os cristãos ameaçados da “ponta de fogo da lança do anjo”, apontada ao eixo da terra. Este anjo está à esquerda de Maria, na visão de Lúcia, a qual, felizmente, está à direita.

Todas as vezes que o anjo aproxima a chama de fogo, o esplendor que vem de Maria apaga essa ameaça de inferno humano iminente. A voz do Anjo obedece a Nossa Senhora e brada: Penitência! Penitência! Penitência! (Cf «Um Caminho sob o olhar de Maria, Ed. Carmelo, 2013», pp.266-269).

Três sinais: de Jonas, de Jesus, de Maria. Jesus disse que Jonas era sinal para os escribas e para os fariseus saberem que Ele era o Salvador. Jonas, embora imperfeito, era o sinal dado da identidade de Cristo. Era judeu e foi mandado aos gentios como sinal de conversão, mas não a esperava dos ninivitas, os seus inimigos. Será como desejar que só os russos sejam destruídos e os ucranianos mereçam a sombra do rícino? Jesus oferece a vida e salvação a judeus e pagãos que se arrependem. Não fugiu à sua missão, mas esteve três dias no ventre da terra. Jonas oferece-se para morrer e salvar os marinheiros, não os ninivitas. Jesus ofereceu a sua vida (ninguém ma tira) para salvar a todos, justos e culpados, os da velha barca de Israel e da nova barca da Igreja. Morreu por todos, ressuscitou, e continua vivo para salvar a todos. Jesus anunciou, mais claramente que Jonas, que o grande mundo de Nínive podia escolher a salvação.

O sinal dado (Lc 11,29-32) é que a «pregação de Quem é mais que Jonas» pode evitar a III Guerra Mundial se a Humanidade quiser cumprir a condição de Jesus, Nossa Senhora e Lúcia, sua porta-voz.

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