Memórias da Cortiçada: Um quarto de pólvora

Memórias da Cortiçada: Um quarto de pólvora

Em 28-07-1914 começava a Primeira Grande Guerra, com o assassinato do arquiduque do império Austro-húngaro, Francisco Ferdinando e sua esposa Sophie quando desfilavam nas ruas da cidade de Sarajevo, na Bósnia.

A guerra envolveu as grandes potências mundiais em duas alianças opostas. No mesmo dia e a uma distância de quase 3000 mil quilómetros, na aldeia das Cimadas, o morador Joaquim Dias pediu ao seu amigo Sebastião Tavares da aldeia vizinha do Vergão, um quarto de pólvora.

“Meu amigo pode me dispensar um quarto de pólvora? Era um grande favor, em caso afirmativo, rogo-lhe a fineza de a enviar ao portador.”

descrevia o pedido

Uma simples coincidência, este morador da aldeia das Cimadas não podia imaginar que nesse dia começava um conflito que durou quatro anos. Hoje em pleno século XXI assistimos em direto àquela que ninguém quer que seja a Terceira Guerra Mundial.

*Edite Fernandes

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