Espaço de Encontro: Pergulho e Murteira


O Jornal de Proença este à conversa com Nuno Pequito Cardoso, presidente da Associação de Pergulho e Murteira (APM), num almoço convívio promovido pela Associação.
Nascida do desafio da Câmara de Proença aos povos de Pergulhos e Murteira para liderar um projeto de confeção de tigeladas, a APM está num processo de redefinição do seu projeto vital.
Nuno, como surgiu a APM?
A APM começou em 2019 por desafio da Câmara de Proença. A Câmara de Proença reabilitou a antiga escola primária do Pergulho e preparou as instalações para que pudessem produzir às famosas tigelas do Pergulho e Murteira. Este projeto foi entregue à APM, mas esta não se conseguiu colocar a laborar por falta de mão de obra. Entretanto, veio a COVID e tudo parou. Agora, a exploração da fábrica da tigelada já foi entregue ao António e nós estamos a retomar e a redefinir os planos de ação da APM.
Quais os planos que desejam concretizar?
Gostaríamos de trabalhar em vários planos: ter uma sede e um local para fazer as atividades, fazer crescer a APM em termos de sócios e levar a cabo uma programação que aproxime as pessoas e vá ao encontro do interesse da população.
A APM não tem sede?
Neste momento a sede ainda é a antiga escola ou a fábrica da tigelada. Contudo, quando o nosso conterrâneo começar a trabalhar teremos de ter outro espaço. Já falámos com os padres responsáveis da Paróquia de Proença e responsáveis também do Centro Social Paroquial S. Marcos no Pergulho para nos cederem este espaço para instalarmos a sede e realizarmos as nossas atividades. Estamos a trabalhar num protocolo de colaboração entre a APM e a Paróquia de Proença. Depois de recebermos o parecer vinculativo positivo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco avançaremos para a assinatura.
E os sócios?
Quando recebemos o desafio da Câmara juntou-se um grupo de 17 pessoas para constituir a APM e levar a cabo o projeto da tigela. Agora que não vamos continuar com esse projeto, queremos que a APM cresça a nível dos sócios. Neste momento, somos 40 sócios. A população residente no Pergulho e Murteira é de 70 pessoas. Temos margem de crescimento não só com os residentes, mas piscando o olho a quem tem raízes nestas terras. Cada atividade que fazemos é motivo para angariar novos sócios.
Que atividades pensam realizar?
Gostaríamos de retomar a festa anual do Pergulho e Murteira; promover almoços convívios entre a população; pensamos trazer pessoas que nos façam oficinas, como por exemplo, de cozinha; ações de sensibilização para a prevenção de incêndios… queremos trazer as pessoas com ações que sejam do seu interesse, que as tire de suas casas e as congreguem aqui.
Como olhas o futuro da APM?
A APM só tem sentido se continuar a ser um espaço de encontro entre as pessoas do Pergulho e Murteira e a fortalecer os laços com aqueles que têm as suas raízes aqui. Não pretende ser exclusiva a sócios, mas facilitadora de encontros, aprendizagens, convívios… a Nazaré, por exemplo, uma das cozinheiras de serviço, nem sequer é sócia, mas trabalhou imenso para este almoço. Por outro lado, acho que está na hora de encontramos outra equipa diretiva porque não nos podemos eternizar nos cargos e precisamos de novas energias.
