Dielmar: Governo diz que empresa “não tem salvação”

Dielmar: Governo diz que empresa “não tem salvação”

Foto: Lucília Monteiro

O Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, disse hoje que a Dielmar “não tem salvação” e indicou que o Estado não tenciona investir mais dinheiro na empresa de vestuário, mas está empenhado em assegurar “novos destinos” para os trabalhadores.

“Mais de oito milhões de euros públicos já estão a apoiar a empresa e, portanto, não vale a pena meter dinheiro bom, dinheiro fresco, em cima de uma empresa que, neste momento, não tem salvação”

declarou o governante

Siza Vieira realçou que o executivo está empenhado em assegurar “novos destinos” para os ativos da empresa, nomeadamente para os cerca de 300 trabalhadores.

“É isso em que o governo vai trabalhar”, disse, reforçando: “Já procurámos, ao longo deste último ano, encontrar investidores que estivessem interessados na empresa, mas dado o elevado endividamento e dada também a situação da gestão muito pouco clara não foi possível encontrar isso.”

O ministro da Economia vincou que o Estado está empenhado em “encontrar um novo destino” para a Dielmar em “mãos mais capazes”.

“Neste momento, os trabalhadores têm os contratos em dia, declarada a insolvência, mantêm-se os contratos de trabalho, e, portanto, nós precisamos é agora de trabalhar muito depressa com todos os credores no sentido de encontrarmos a melhor solução para a empresa”

disse

O ministro reforçou ainda que “os dinheiros públicos servem para apoiar empresas, para salvaguardar os ativos das empresas, não servem para salvar empresários.”

O governante sublinhou que a empresa apresenta resultados negativos há mais de dez anos, inclusive em 2019, antes da pandemia, pelo que “muito provavelmente o tribunal vai declarar a insolvência”.

Pedro Siza Vieira esclareceu que o Estado acompanha a situação da Dielmar há mais de uma década, tendo assegurado a sua capitalização, primeiro com 30% do capital social e, depois, em 2017, adquirindo os imóveis por 2,5 milhões de euros.

A empresa de vestuário Dielmar, com sede em Alcains, Castelo Branco, e cerca de 300 trabalhadores, anunciou ter pedido a insolvência ao fim de 56 anos de atividade, uma decisão que a administração atribui aos efeitos da pandemia de covid-19.

*Lusa

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