Covid-19: Territórios de baixa densidade diferenciados na matriz de risco

Covid-19: Territórios de baixa densidade diferenciados na matriz de risco

O Governo decidiu manter a atual matriz de risco, mas vai passar a diferenciar os territórios de baixa densidade populacional, em relação aos restantes territórios do país.

O anúncio foi feito esta tarde pelo primeiro-ministro, António Costa, durante a habitual conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros, numa altura que anunciou também o avanço no processo de desconfinamento.

“Entendemos contudo, chegado a esta fase, fazer uma alteração muito importante que é ter em conta a clara distinção que existe entre os territórios de baixa densidade, que ocupam mais de 2/3 do território nacional, e as restantes áreas do território continental.”

afirmou António Costa
Concelhos de baixa densidade assinalados a verde

De acordo com o Primeiro-Ministro esta medida foi tomada devido “ao risco nos territórios de baixa densidade ser por natureza menor do que nos territórios de alta densidade” e por “o critério de aplicação da taxa de incidência ser fortemente penalizador” neste mesmos territórios.

Sendo assim e segundo António Costa, a diferenciação será “simples” ou seja, “só serão aplicadas as restrições quando nos territórios de baixa densidade se exceda o dobro dos limiares fixados para os demais territórios.”

Ou seja, se neste momento, o limite de risco para entrar em situação de alerta é fixado uniformemente nos 120 novos casos por cem mil habitantes, passa a ser de 240 novos casos nos territórios de baixa densidade. O mesmo se passa no limiar de casos em que determina se um concelho para ou recua no desconfinamento: se antes era de 240 novos casos por cem mil habitantes, passa a ser de 480 novos casos nos territórios de baixa densidade.

Recordar que a matriz de risco já conhecida, que se mantém apesar desta diferenciação, tem em conta por uma lado a taxa de incidência em cada concelho e a dinâmica da pandemia medida pelo fator Rt.

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