Autárquicas 2021: António Paulo Santos quer “melhorar a vida das pessoas”

Autárquicas 2021: António Paulo Santos quer “melhorar a vida das pessoas”

António Paulo Santos é o candidato da coligação PSD/CDS à Assembleia Municipal de Proença-a-Nova. O candidato responde hoje às questões do Jornal de Proença.

Jornal de Proença (JP): Para quem não o conhece, quem é o António Paulo Santos?

António Paulo Santos (APS): António Paulo Santos é advogado, foi inspetor da polícia judiciária e tem raízes familiares no concelho da Sertã, local de nascimento do seu pai. Descende de famílias humildes sendo de relevar que o seu avô paterno era moleiro, bem como alguns dos seus tios. O seu pai foi obrigado aos 9 anos de idade por força da miséria que então se vivia neste país a ir para Lisboa trabalhar como marçano. Estas origens, pobres do ponto de vista material, foram riquíssimas do ponto de vista ético e dos valores fundamentais que devem pautar qualquer ser humano, tais como a honestidade, a imparcialidade, o sentido de justiça, a solidariedade e a resiliência. Foi, aliás, com base nestes princípios que, aproveitando o ascensor social que o 25 de abril nos ofereceu, construiu a sua carreira profissional e pessoal, sem nunca esquecer as suas origens e o quanto orgulho tem nas mesmas.

JP: Por que razão decidiu avançar com esta candidatura?

APS: A razão fundamental prende-se com o facto de ver este município de Proença e toda a região do pinhal interior cada vez mais desertificado e sem ofertas de emprego e infraestruturas capazes de fixar os que cá nasceram e novas populações. Ou seja, está cansado de ver promessas não cumpridas, de ver gente (felizmente uma minoria) a servir-se da política para fins pessoais e acima de tudo do tratamento desigual que é dado ás populações deste concelho e desta região.

Na verdade, há que criar infraestruturas idênticas ás das grandes cidades, ao nível das telecomunicações, de saúde e de acessibilidades, pois só assim será possível criar condições para captar investimento suscetível de promover emprego e aumentar o rendimento per capita.

Tem que haver ainda uma descriminação positiva que permita apoios específicos e uma carga fiscal menor para recuperar o tempo perdido e os investimentos necessários na modernização da agricultura, no aproveitamento das riquezas florestais e nos produtos regionais.

JP: O que se propõe a fazer de diferente na Assembleia Municipal?

APS: Para além de, no âmbito da função deliberativa e de fiscalização, esta última a exercer com grande rigor e exigência sobre a forma como são gastos os dinheiros públicos pretendo levar por diante uma magistratura de influência quer ao nível do concelho quer de conselhos limítrofes, que permita duma vez por todas criar condições para nós próprios sermos donos do nosso futuro sem necessidade de mendigarmos apoios, muitas das vezes prometidos nas campanhas eleitorais mas que nunca cá chegam de forma efetiva e suscetíveis de desenvolver a economia local de modo a criar a tão apregoada coesão territorial.

JP: O que o distingue, a si e á sua lista, dos demais candidatos?

APS: Distingue-nos acima de tudo a vontade de criar condições para o futuro deste município, sendo aliás por isso que temos uma equipa extremamente competente e multidisciplinar para aquilo que são as nossas funções institucionais, quer de deliberativas quer de fiscalização, mas acima de tudo também temos as valências e competências para lançar as raízes necessárias ao desenvolvimento local de modo a sermos nós a ter uma voz que se faça ouvir junto do poder central para que se cumpra a constituição da república portuguesa, nomeadamente no que diz respeito ao princípio da igualdade de todos os cidadãos, pois só assim haverá coesão territorial e social.

JP: Que mensagem quer deixar á população do concelho?

APS: Comigo e com a minha equipa podem contar com tudo o que estiver ao nosso alcance para melhorar a vida das pessoas que vivem neste concelho, sendo aliás por isso que queremos influenciar e criar condições para que em toda esta região do pinhal interior se desenvolvam infraestruturas e condições para criar investimento em indústria, comércio e serviços de modo a que o próximo censos não reflita uma diminuição populacional e do rendimento das pessoas.

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