Apelo

Apelo

De eclesia.pt

Ninguém coloca em causa a urgente necessidade de iniciar aulas presenciais, sobretudo nos primeiros anos. Se é difícil adolescentes estarem concentrados a olhar para um ecrã, temos de concordar que no 1º ciclo esse problema é muito mais grave. Sim, tudo isto é verdade, mas não se pode comparar à importância que tem a Eucaristia para os Cristãos.

Estou a escrever isto devido ao comentário despropositado do Dr. Luís Marques Mendes. É lamentável que comentadores políticos aproveitem o seu tempo de antena para fazer jeitos aos governantes, fazendo análises de assuntos sobre os quais mostram uma profunda ignorância. Este Senhor pediu publicamente aos elementos da Conferência Episcopal para não permitirem as celebrações Pascais continuando, segundo ele, a ”mostrar a sensatez que têm demonstrado”. Com esta forma aduladora vai se intrometendo em assuntos para os quais não tem qualquer competência.

Durante o tempo em que estivemos desconfinados, ao contrário do que se passou nas escolas, não me recordo de nenhuma comunidade católica ter ficado em quarentema porque assistiu a uma Celebração Eucarística. De facto, ao contrário do que se passa nas salas de aula, as igrejas marcam os alugares onde é possível estar sentado, com a distância devida. Por isso, apelo aos Reverentíssimos elementos da Conferência Episcopal para que, no caso de haver abertura de algum ciclo de ensino, não abdiquem de celebrar a Eucaristia com o Povo de Deus que está sedente do Deus vivo. A igreja, que somos todos nós, vive de Eucaristia, como escreveu S. João Paulo II.

Reconheço que na Páscoa as cerimónias são prolongadas e por vezes com bastante gente. Contudo, penso que elas podem ser mais simples e cabe aos sacerdotes não deixar que estejam mais fiéis do que o devido. Agora não nos voltem a tirar a Eucaristia se houver algum tempo de desconfinamento.

A nós, os leigos, só nos resta rezar para que o Espírito Santo ilumine quem tem de tomar esta decisão e não ficar calados quando se vê os nossos direitos fundamentais a serem negados sem motivo, ou melhor dizendo, quando as prioridades são subvertidas.

Maria Guimarães

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