ACERCA DA(S) GUERRA(S)

Imagem: istoe
Olhemos a história. Só breves apontamentos vistos deste nosso recanto.
Idade antiga:
Mesopotâmia, Pérsia, Egipto, Grécia, Roma,… Guerras, guerras, guerras…
Idade Média
Portugal, Espanha, França. Alemanha, Inglaterra, Rússia,….Guerras, guerras, guerras…
Idade moderna
(Só nos campos de batalha e civis; não são contabilizadas as sequelas…): Napoleão – 5 milhões de mortos; I Grande Guerra – 20 milhões; II Grande Guerra – 60 milhões…
Guerra, sempre guerra. Entre países, entre irmãos, entre famílias, entre religiões, dentro de nós…
Onde vamos descobrir a célula, a mãe de todas as guerras?
Na história? Não! Na terra? Não! Na religião? Não! No dinheiro? Não!
Então onde? Onde começam todas as guerras?
Resposta simples – no coração humano, no coração de cada ser humano. É aí, no seu egoísmo, na sua indiferença com o outro, no seu julgar-se superior pela cultura, raça, riqueza, poder, seja no que for.
O mundo está mal. E estará sempre mal enquanto cada coração não for fraternal, enquanto cada ser humano não for capaz de olhar para o lado e ver apenas, e só, um igual.
Esquecemos algumas coisas muito simples da vida humana.
A primeira é de que a vida é uma breve viagem. Chegamos ontem sem saber de onde e partimos amanhã sem sabermos para onde.
A segunda é de que neste intervalo – que é a vida – só contam os momentos partilhados, festejados ou chorados.
A terceira é de que viemos e partimos do mesmo modo – de mãos vazias. Somos pó e ao pó voltamos. Somos restos de estrelas e para elas regressaremos.
A quarta é de que somos apenas administradores, não senhores, não donos, muito menos deus ou deuses. Somos um breve suspiro cuja viagem começou num clima tórrido equatorial e termina num clima gélido glacial.
Porquê tanto mal? Porquê tanto sofrimento? Porquê???
Não sei a razão profunda, última. Sei que tudo é frágil, passageiro. Que a vida não se merece – ACONTECE.
E CREIO. (Sem a luz da fé a vida é uma noite escura sem sentido).
Creio que vale a pena amar e ser amado.
Creio que vale a pena viver mesmo no meio de tanta confusão, tanto barulho, tanta contradição.
Creio que o bem vencerá o mal, que o amor vencerá o ódio, que a luz vencerá as trevas.
Para isso temos que caminhar. O tempo da quaresma lembra os 40 anos do povo judeu a caminho da terra prometida, os 40 dias de jejum de Jesus para vencer as tentações do poder, do ter, do poder e do parecer.
Será que, no seu esteio, eu estarei disposto/a a caminhar rumo ao amor, ao perdão e á partilha?
