Aborto – um tentáculo da multinacional da morte

Aborto – um tentáculo da multinacional da morte

Mentiras que de tantas vezes repetidas quase passam a ter aparência de verdade como a “explosão demográfica”, o “esgotamento de recursos”, a “escassez de alimentos” e a “defesa do futuro” entre outras.

O controlo demográfico aliado aos interesses das instituições que promovem o aborto, a esterilização e a anticoncepção como meio de dominação política, consequência duma mentalidade eugenésica, já anterior ao nazismo e ainda hoje presente, segundo a qual os pobres, por serem geneticamente inferiores, não devem reproduzir-se por constituírem uma ameaça à espécie humana.

O “Relatório Kissinger” escrito em 1974 e mantido confidencial na Casa Branca até 1989, revela como o poder do imperialismo contraceptivo norte-americano, é um plano minucioso para conter a população do mundo, a qual constitui, segundo seu autor Henry Kissinger, uma ameaça à “segurança” e aos “interesses externos” dos Estados Unidos.

Foi nas sucessivas conferências internacionais que se tentou impor o aborto aos países em desenvolvimento: Bucareste (1974), México (1984), Rio de Janeiro (Eco 92), Cairo (1994), Pequim (1995), que se revelou a verdadeira face das Nações Unidas e das suas agências, com interesse obsessivo pelo controle demográfico.

A maior entidade privada de controlo demográfico é a Federação Internacional de Planeamento Familiar (IPPF), com mais de duas centenas de filiais em todo o mundo, à qual chamam “a multinacional da morte”. O modo de agir da IPPF inclui também estratégias de interferir na legislação dos países por meio de um gigantesco “lobby”, o Grupo Parlamentar Internacional (GPI).

Recordemos que os defensores do aborto e da eutanásia também defendem o divórcio, o homossexualismo, a prostituição e outras formas de agressão à família.

Sob o eufemismo de “planeamento familiar”, exercem um forte e impositivo “controlo de natalidade”, mas sem existir qualquer diferença essencial entre ambos. O objetivo é, única e exclusivamente, disfarçar o carácter eugénico e coactivo da anticoncepção, da esterilização e do aborto, causas defendidas pela IPPF e pelos seus aliados.

O controlo da natalidade é o conjunto de acções executadas pelo Estado e organismos paraestatais (dependências das Nações Unidas, multinacionais, organizações não-governamentais etc.) cuja finalidade é provocar o decréscimo da taxa de natalidade em determinadas regiões ou países

O planeamento familiar é o conjunto de medidas tomadas para o espaçamento dos filhos, tendo em conta para tal razões de todo o tipo — quase nunca de acordo com a ordem moral objetiva — e para o qual se utilizam, em geral, métodos contraceptivos químicos ou mecânicos, cujo mecanismo de acção é, em alguns casos, impedir a fecundação, e na maioria das vezes provocar a morte do ser humano concebido mas ainda não nascido.

Promotores do planeamento familiar são também os fabricantes de anticoncepcionais, ginecologistas, os autodenominados educadores sexuais ou sexólogos, psicólogos e psicanalistas. Na realidade o planeamento familiar é mais um instrumento dos agentes do controle de natalidade, ou seja, instrumentos de dominação de uns homens por parte de outros.

São vários os grupos de organismos que actuam em inter-relacão, mas com âmbitos e modalidades operativas próprias: Os organismos multilaterais de crédito, em especial a Agência Internacional para o Desenvolvimento (AID ou USAID), o Banco Mundial (BM) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), condicionando toda ajuda económica externa ao cumprimento de metas demográficas pautadas em cada empréstimo;

Alguns organismos dependentes das Nações Unidas, principalmente a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o Fundo das Nações Unidas para Atividades em População (FNUAP), o Fundo das Nações Unidas para a Cultura (UNESCO), a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF); exercem coação ao nível dos governos, a fim de que sejam adoptadas políticas de controlo de natalidade. Supervisionando os programas financiados, nacional ou internacionalmente, destinados à saúde “reprodutiva” — ou seja, a implantação do planeamento familiar nos hospitais públicos — e a educação em matérias de saúde, população e sexo, formando funcionários, agentes sanitários, sociais e educadores, para que a execução desses programas;

Os Grupos Parlamentares Internacionais, verdadeiros lobbies integrados por legisladores e ex-legisladores, exercem a sua influência nos seus países, função destinada a coagir os seus pares e funcionários dos poderes executivo e judiciário, a fim de que adoptarem nos respectivos âmbitos, as políticas de controlo populacional.

À parte destes grupos organizados, colabora com o objetivo geopolítico dos países do Norte todo um vasto leque de indivíduos com o mero fim muito lucrativo: laboratórios, fabricantes de contraceptivos, muitos médicos ginecologistas, funcionários públicos da IPPF e/ ou das Nações Unidas e ainda os donos e beneficiários das cadeias pornográficas no cinema, na televisão, no teatro, nos meios gráficos e nos media, aliados a outros organismos que actuam na perspectiva neomalthusiana do controle demográfico obtido também através da promoção do aborto.

Inicialmente se estes grupos organizados ou indivíduos particulares actuavam de forma camuflada, ultimamente fazem-no com total exposição mediática, tradutora de um sentimento de segurança e impunidade.

Ante a passividade e muitas vezes a cumplicidade dos poderes públicos, dos juízes e dos juristas, dos políticos e demais agentes sociais,  o assombro e a impotência das famílias, levaram a uma atitude de reação comum, originando a criação de associações para a defesa dos seus valores.   

Este é um esboço da situação actual do imperialismo contraceptivo para a implementação do controle demográfico em escala mundial e esta realidade não pode ser ignorada nem minimizada.

Num mundo onde prolifera o relativismo, a força do poder e a cultura de morte, entre outras calamidades, este é o desafio que deixo ao leitor – PENSAR… como estamos a ser seduzidos, enganados, manipulados em nome duma falsa liberdade.

*Michele Bonheur, Tradutora

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