A Culpa também é nossa! Está na hora de decidirmos!

Escrevo este texto no dia do 120º Aniversário de S. José Maria, Santo este que transformou a minha percepção de vida e que esta só tem sentido se for feita com Deus, através e d´Ele e para Ele. É nesta perspectiva que vos convido, a todos os que lêem o que escrevo a reflectir um pouco sobre a actualidade portuguesa e a nossa responsabilidade com a mesma.
Aproxima-se o dia 30 em que, mais uma vez, somos convidados a escolher quem pretendemos que nos governe.
Claro que todos sabemos o quão grave é não ir votar. Além de estarmos a deixar para os outros a escolha do nosso futuro é uma manifesta irresponsabilidade. Dir-me-ão muitos, infelizmente, “são todos iguais…”. Eu respondo iguais não, embora a incompetência, a desfaçatez assole o mundo da política.
A actual pandemia (e quem fale em endemia, estude mais pois mostra uma profunda ignorância sobre a matéria) serve para desculpar muita incompetência. Mas, não podemos admitir este discurso pois qualquer político digno desse nome tem obrigação de enfrentar com dignidade estes desafios e não se acobardar, peço desculpa pela violência das palavras, mas em certas ocasiões temos a obrigação de escrever sem ambiguidades, escondendo-se atrás das mesmas dificuldades.
Neste momento notamos uma interferência na campanha eleitoral, por parte dos entrevistadores que só consigo rotular de vergonhosa. Na sexta-feira, num programa da tarde da TVI, a responsável estava a conversar com António Costa, atual candidato a Primeiro-ministro. Vai fazer o mesmo com os outros candidatos?
O SNS é o caos que conhecemos e não digam que é o COVID. Este fim-de-semana estive numa urgência e entre muitos doentes só se falava do Caso COVID o que supõe haver apenas 1 num rácio de dezenas.
A segurança interna está como sabemos, bate-se nos agentes, insultam-nos. Qualquer dia precisamos de segurança e não há. O que tem isto com o COVID?
Houve um motorista que matou por negligência um cidadão e continuou no seu posto meses, bem como o ministro que o contratou até não ter mais escapatória.
No âmbito do Ministério dos Negócios Estrangeiros, basta recordar o que aconteceu com os portugueses em Moçambique que desesperaram por um regresso à sua Pátria.
A economia é o que sabemos que estamos alegremente a correr para a cauda da Europa. Mas diz-me alguém. “Está a ser facciosa os portugueses têm um maior aumento de crescimento económico”. Oh meus caros leitores, que ingenuidade! Vou dar um pequenino exemplo: Uma pessoa tinha 200€ e outra 400€. Ao fim do mês a primeira ficou com 250€, um crescimento de 25%, a segunda ficou com 450€, aumentou também cinquenta, só que a taxa neste último é de pouco mais de 12% porque tinha mais dinheiro e, portanto, para crescer os 25 % precisava de ter ganho 100! Mas contínua com mais dinheiro e neste caso com a mesma diferença da primeira pessoa.
Por outro lado, no que se refere às finanças o aumento de imposto “fala” por si. Costumo dizer em tom de brincadeira que não tarda muito e pagamos imposto por respirar…
Aumentam -se desmesuradamente o salário mínimo e o salário médio baixo ficou estes anos praticamente igual.
Na educação, só um objectivo não chumbar os meninos, despachá-los o mais depressa da fase de escola obrigatória para deixarem de ser “pesados” aos cofres do Estado e com isso, os pais todos contentinhos com os seus filhos perfeitamente incapacitados, para um futuro promissor em termos profissionais. Não ocorre com todos, mas, uma maioria sai da Escola sem a capacidade de pesquisa, de analisar e sobretudo, sintetizar.
Todos conhecemos o que passou com os computadores e a violência psicológica que se faz quando algum pai advoga para si a responsabilidade, que efetivamente tem, na Educação dos seus filhos, não concordando com as matizes que, por exemplo, existem em Cidadania que são meras opiniões e nada de científico. Aliás, no caso da Igualdade de Género, a biologia e psicologia, desmentem essa teoria.
O desrespeito pela classe docente e não docente é completamente ignorado pelas autoridades. Os meninos não podem ser expulsos, ir para outras escolas e depois os políticos ficam admirados porque há cada vez menos pessoas a quererem lecionar! Eu fico admirada de ver a juventude aventurar-se a seguir o caminho de professor. A estes, aliás, aproveito para desejar que consigam estar à altura deste enorme desafio que é o de trabalhar numa Escola.
Tudo o que acabei de enumerar é muito importante e não pode ser de forma alguma desprezado. Mas, nada se compara com o valor da VIDA. E ao contrário do que pode parecer foi muito bom que na Assembleia se discutisse e aprova-se a lei da Eutanásia. “Está doida?” Questionarão alguns. Não, primeiro isto não é tema de Assembleia da República nem de Presidente. Mas, é o que nós permitimos que aconteça. Estão aqueles governantes e não outros, porque deixamos que isso tivesse acontecido. Eu afirmei que era bom pois assim sabemos quem defende o valor da Vida e quem não defende ou porque afirma ser lícito matar pois é disso que se trata, ou porque é do nim e deixa para os deputados decidirem segundo a sua consciência que habitualmente é uma consciência errónea.
No dia 30 é altura que se impõe para de uma vez por todas dar um rumo certo ao nosso país que corre alegremente para a desgraça económica, social, mas sobretudo moral. Está na hora de decidirmos!
Maria Guimarães – Professora
