A Covid-19 mudou a vida das escolas, dos professores, dos alunos e dos educadores

 A Covid-19 mudou a vida das escolas, dos professores, dos alunos e dos educadores

Para o bem de todos e para a saúde pública, as medidas de isolamento físico implicaram o encerramento de creches, jardins de infância, escolas, universidades e outros estabelecimentos de ensino.

Esta situação é particularmente exigente para os professores e educadores, de todos os níveis de ensino, que, de um dia para o outro, tiveram de desenvolver e aperfeiçoar competências pedagógicas ajustadas ao ensino à distância, adaptar-se a ferramentas para as quais podem não ter tido formação. Estas mudanças implicam ainda, preocuparem-se e desenvolverem estratégias criativas para responder à diferente capacidade de acesso à comunicação, informação e conhecimento dos seus alunos, evitando aprofundar desigualdades sociais (e educativas). Finalmente porque implica também a necessidade de comunicar e articular de forma diferente com os Pais/Encarregados de Educação e Educadores das crianças e adolescentes.

Os dirigentes e professores/educadores tiveram e têm de, num curtíssimo período de tempo, reinventar o sistema educativo, reestruturando estratégias pedagógicas e formas de comunicação, e adaptá-las à circunstância excepcional que vivemos e aos recursos disponíveis. Com a necessidade da rápida adaptação dos programas, metodologias de
ensino e aprendizagem e processos de avaliação, possivelmente estão a trabalhar mais horas e dias do que o indicado nos seus contratos.

Simultaneamente, os professores e educadores têm de gerir a sua reacção emocional à situação (os mesmos sentimentos de ansiedade, medo, preocupação e incerteza que afectam alunos e encarregados de educação), a necessidade de garantir o acesso a recursos tecnológicos suficientes (a falta de recursos também se aplica aos professores!) e a reorganização necessária da sua vida pessoal e familiar face à situação de isolamento. Também os professores e educadores enfrentam o desafio exigente de conciliar teletrabalho e o cuidado de filhos menores ou seniores a seu cuidado e o cansaço acrescido que daí advém.

O contexto actual exponencia a pressão e o desgaste emocional a que os professores estão sujeitos. Nesse sentido, sugerimos um conjunto de recomendações sobre a relação e comunicação com alunos e educadores, à gestão pedagógica e ao autocuidado dos próprios professores e educadores de infância.

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