5 de junho – Dia Mundial do Ambiente

 5 de junho –  Dia Mundial do Ambiente

“Aconfessionalismo. Neutralidade…”: Como cuidar o Ambiente Humano?

Rosa Ventura,
Professora

Sempre tão atual o Caminho de S. Josemaria! Ler um ou outro Ponto é um hábito antigo, sei que sempre encontro algo novo, como se fosse a primeira vez que leio essa frase em concreto. E escrita para hoje! Porque cada Ponto do Caminho é para ser lido como escrito justamente para cada um, para cada ocasião, por isso, são tantas as leituras quantas as pessoas nas suas circunstâncias: na profissão, na sociedade.

E hoje, Dia Mundial do Ambiente, encho-me de alegria ao considerar a preocupação de tantos por um ambiente mais saudável, por uma terra e um mar limpos e fecundos e, também – muito importante – pelas nossas ações na preservação deste belo planeta onde nos foi concedido viver. Mas, no meio da alegria surgem também as sombras da tristeza: e o Ambiente Humano, quem cuida dele? E como? Esta é uma enorme responsabilidade – se não a primeira – que não podemos descurar! 

Releio o Ponto 353 da minha inquietação permanente: «Aconfessionalismo. Neutralidade. – Velhos mitos que tentam sempre remoçar. Tens-te dado ao trabalho de meditar no absurdo que é deixar de ser católico ao entrar na Universidade ou na Associação profissional, ou na sábia Assembleia, ou no Parlamento, como quem deixa o chapéu à porta?»

Nestas palavras acutilantes vemos com clareza meridiana o que não pode ser a atitude de um católico. E, no entanto, sabemos que muitas convicções são “deixadas à porta” ou, pior, substituídas por “velhos mitos” sempre prontos a “remoçar”.

Porquê? Tantas razões quantas as pessoas, bem sabemos, mas talvez uma delas seja a de que não é fácil ter bem claras e sempre presentes as razões da fé.

No mesmo “capítulo” do Caminho que por uma coincidência fantástica se chama Estudo, parece-me que encontrei, senão a resposta, pelo menos algumas boas pistas.

No Ponto 340 «Estuda. – Estuda com empenho. – Se tens de ser sal e luz, necessitas de ciência, de idoneidade. Ou julgas que, por seres cábula e comodista, hás-de receber ciência infusa?» Estudo, é isso! Uma atitude estudiosa perante a vida, ter atenção às causas e aos efeitos das opiniões. Rejeitar a atitude “comodista” que se limita a receber a “ciência” das frases mil vezes ouvidas sobre neutralidade e tolerância. E, para bem terminar o Ponto 333 «Estudo. – Obediência: “Non multa, sed multum” – Não muitas coisas, mas algo de importante.»

Assim, teremos um pouco mais de Sal e Luz na nossa sociedade.

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