O que fazer para uma revolução ambiental e sustentabilidade

 O que fazer para uma revolução ambiental e sustentabilidade

Revolução Ambiental nº 1

Apesar da situação pandémica ter ganho, atualmente, o merecido protagonismo, a sustentabilidade e a revolução ambiental continuam a ser temas que devem merecer a nossa preocupação e empenho. E porque é tão importante falarmos de ambiente e sustentabilidade? Por causa das alterações climáticas!

O leitor, porventura, já sentiu algum efeito das alterações climáticas? Lembro-o das ondas de calor, cada vez mais frequentes no verão, e que fazem a Direção Geral de Saúde emitir alertas para acautelarmos os mais velhos. E os incêndios que tanto nos assolam? Já reparou que estão mais violentos e mais associados a eventos climáticos especiais com ventos fortes? E, dizem-me os mais velhos, que antigamente, a chuva no inverno era mais constante e mais comedida, e que agora a chuva é menos frequente e mais intensa, levando mais facilmente a cheias e deslizamento de terras.

Apesar de ser um assunto amplamente falado há ainda muitos cépticos. Acreditem ou não, 50% dos americanos ainda duvida da existência das alterações climáticas. Mas, na verdade, os factos nunca foram tão evidentes.

A NASA, refere que nos últimos 22 anos, houve uma tendência constante e persistente de aumento de temperatura do planeta. Já há cerca 30 anos (em 1988), os cientistas alertaram para uma subida da temperatura do planeta que não se podia associar a uma flutuação ocasional. Os governantes da altura até perceberam muito bem a mensagem mas não fizeram nada para mitigar o problema. O planeta esta 1ºC mais quente que nos tempos pré-industriais, o que é suficiente para provocar aquilo que chamamos alterações climáticas.

E o que podem elas provocar?

  • Eventos climáticos mais frequentes e mais intensos.
  • 8% das espécies em ameaça de extinção, cujo desaparecimento pode desestabilizar os ecossistemas no mundo. Nem mesmo as espécies, especificamente adaptadas ao calor, estão a conseguir adaptar-se às alterações.
  • Degelo dos glaciares: O glaciar da Gronelândia, por exemplo, perdeu 4 triliões de gelo num ano, o que é 5 vezes mais dos que há 25 anos atrás.
  • Subida do nível do mar: Sabemos que só nos últimos 100 anos o mar subiu 20cm, o que põe em risco de desalojamento milhões de pessoas.
  • As áreas de terra cultiváveis diminuem e com isso a produção de alimentos será mais problemática. Se pensarmos na linha do Equador, esta parte central do mundo esta a tornar-se menos habitável e este fatores levarão a um aumento das pressões migratórias.
  • Aumento das condições propícias à proliferação de incêndios, aumentando a sua rapidez de propagação e violência. Para além disso nunca houve tanta desflorestação por mão humana, quase um terço das emissões de carbono é causado pela desflorestação. As florestas têm um papel importante no equilíbrio dos gases de estufa. Estima-se que as florestas armazenaram até hoje, um terço das emissões de carbono promovidas pelo homem. As florestas são autênticos reguladores do clima à escala global e se continuarmos a perder floresta perdemos a oportunidade de inverter o ciclo.

Isto não se trata apenas de um mero inconveniente do quotidiano, estamos a falar de graves problemas económicos mas principalmente sociais para as gerações actuais e futuras, que ainda podemos evitar ou minimizar.

E o que podemos fazer? O que está ao nosso alcance? Muitas coisas.

O nosso dia-a-dia é baseado na utilização e consumo desenfreado de recursos, de tal forma que gastamos mais do que precisamos, ou seja, desperdiçamos! Tudo o que compramos tem uma pegada de carbono e tem uma repercussão noutro ponto do planeta.

E é perfeitamente possível diminuir o que desperdiçamos e não afetar em NADA o conforto da nossa vida.

Então, o meu desafio até à próxima edição deste jornal, é o de o leitor fazer uma auditoria à sua vida, em casa, na escola, no trabalho e avaliar onde poderá estar a desperdiçar um recurso e onde está disposto a adaptar-se! Dou-lhe uma dica: olhe para o caixote do lixo nestes locais e observe que lixo poderá deixar de produzir.

Quero deixar claro, que não sou nenhuma autoridade nesta área, sou apenas uma cidadã do mundo preocupada com futuro do nosso planeta e por consequência com nosso futuro e das gerações que hão de vir. Interesso-me bastante pelo assunto, e por isso pesquiso em todas as vertentes que podemos mudar.

Assim, nesta coluna de jornal, irei partilhar convosco as pequenas alterações que fui imprimindo na minha vida e os conhecimentos que fui apreendendo nesta jornada!

Até breve!

Margarida Ribeiro

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