Woke – Guerra cultural, controle do pensamento ou segregação?

 Woke – Guerra cultural, controle do pensamento ou segregação?

De inquirer.com

rir é sério
Maria Susana Mexia

A palavra woke  (acordado, consciente) começou a ser utilizada na luta afro-americana contra o racismo, tendo sido no final da década de 2010, amplamente associada a causas de políticas de esquerda progressistas, socialmente liberais como o feminismo, o ativismo LGBT e outras questões culturais, recorrendo aos termos woke culture e woke politics. Será então uma espécie do “politicamente correcto” para controlar a linguagem em forma de “cultura de cancelamento”.

O movimento woke  não é relativista mas autoritário, considera o adversário não só como estando errado, mas como alguém que encarna o mal, um inimigo a abater, pois só se pode confiar nos fiéis especialistas do politicamente correto. Este movimento não dialoga, estigmatiza.

O seu objetivo, declarado ou não, é o completo desmantelamento da cultura ocidental. Sobre as cinzas do humanismo secular nos últimos 70 anos, gerador dum absurdo vazio existencial, o wokeísmo desenvolveu uma nova visão da realidade desfigurando raízes e culturas. É uma entidade não linear, um movimento cultural, uma ideologia dinâmica e um jogo de poder em si, sob o disfarce de proteger vozes marginalizadas.

O Wokeísmo não tem líder, nem centro, nem fronteiras, move-se como uma onda gigantesca por todas as facetas da cultura ocidental, moldando e redefinindo a sociedade à sua medida. Tomou as redacções de jornais, as ondas da rádio, os canais televisivos, os departamentos de recursos humanos, os media e tornaram-se o centro dos temas de filmes.

 A suspeita que se espalha sobre quem nega o politicamente correto conduz à sua marginalização, a ser silenciado, demonizado e até ser expulso de seu trabalho ou universidade, numa palavra – cancelado.

Disfarçado sob a forma de compaixão e justiça, é portador duma ideologia incompatível com os valores ocidentais e incongruente com a cosmovisão cristã. Se não for controlada, esta nova religião pode levar a uma completa anulação da cultura ocidental, enfraquecendo nações, tradições, valores e democracias.

Foi o cristianismo que veio defender a consciência individual contra a colectiva, que abriu caminho para os direitos humanos, lançando pela primeira vez as sementes da tolerância religiosa ocidental, na implementação de sucessivos movimentos sociais, o que possibilitou ao ser humano ser tratado com igualdade, dando um sentido divino à humanidade.  

Urge que compreendamos este jogo da ditadura Woke, sejamos corajosos e não chamemos mentira à Verdade, ou verdade à mentira, que não entremos em consensos com esta cultura de cancelamento, não assumamos a culpa que nos queiram imputar, não cedamos a chantagens de controlo do pensamento, nem deixemos que com o nosso silêncio esta estratégia cultural extinga a nossa Cultura e Humanidade.

Para si... Sugerimos também...

Faça o seu comentário

Subscreva a nossa newsletter