Três interfaces da Universidade do Minho reconhecidas como Centro de Tecnologia e Inovação

Três interfaces da Universidade do Minho reconhecidas como Centro de Tecnologia e Inovação

O Centro para a Valorização de Resíduos (CVR), a Associação Fibrenamics e o Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP), interfaces da Universidade do Minho em Guimarães, estão entre as 26 entidades nacionais reconhecidas pelo Governo como Centro de Tecnologia e Inovação. A Universidade do Minho (UMinho) é ainda membro associado de outras cinco instituições eleitas: a Associação BLC3, o CEiiA – Oceano e Espaço, o CeNTI, o CITEVE e o INESC TEC.

despacho foi publicado em “Diário da República” pelo secretário de Estado da Economia, João Neves, e enquadra-se no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que atribui para o efeito 180 milhões de euros de financiamento nos próximos seis anos. A UMinho é a instituição com mais laços com centros tecnológicos e interfaces em Portugal, segundo um estudo recente da Agência Nacional de Inovação (ANI), e o resultado do novo despacho confirma o seu trabalho na ligação entre ciência e sociedade e na procura de soluções inovadoras para o mercado.

Esta iniciativa culmina um processo iniciado pela própria ANI, que em 2019 tinha reconhecido 31 entidades como Centros de Interface do país e agora, com apoio de um júri de dez personalidades, distinguiu 26 de 37 entidades candidatas, pela sua capacidade técnica e de transmissão do conhecimento ao tecido empresarial. A ANI considera que vai ser possível consolidar e reconhecer o valor estratégico das organizações envolvidas e o Governo espera que o investimento global em I&D cresça mais de mil milhões de euros até ao final da década.

O CVR é uma referência do sudoeste europeu na valorização de resíduos. Tem 86 entidades associadas de diversos ramos e supera os 70 projetos nacionais e internacionais, que vão desde recuperar excedentes agroindustriais até qualificar as PME da área. A Fibrenamics transfere inovação em fibras e compósitos gerada na UMinho para áreas como arquitetura, construção, desporto, saúde, proteção, transportes e têxteis-lar. Com meia centena de patentes e 300 parceiros, foi finalista dos Prémios Regiostars 2020 e eleita exemplo de cooperação academia-indústria pela Comissão Europeia. Já o PIEP nasceu através da indústria e em estreita ligação com a UMinho e o IAPMEI. Apoia a formação e criação de ferramentas e tecnologias, como é o caso de uma cápsula espacial, uma mala inteligente e um centro de excelência eurorregional em materiais sustentáveis.

*Universidade do Minho

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