Sobreira Formosa: Plangaio e Maranho celebram a “resiliência perante a adversidade”. Festival acontece este fim-de-semana

O Festival do Plangaio e do Maranho regressa este fim de semana a Sobreira Formosa, no concelho de Proença-a-Nova, entre esta sexta-feira, 18 de setembro, e domingo, dia 20. A edição deste ano assume um significado particularmente simbólico depois dos incêndios que atingiram o concelho, segundo informação divulgada pelo Município de Proença-a-Nova.
A autarquia considera que o regresso do festival representa também um momento de afirmação da comunidade local e das tradições gastronómicas que caracterizam o território. “Agora, é tempo de voltar a celebrar aquilo que de melhor representa a nossa identidade, as nossas raízes e o trabalho de quem mantém vivas estas tradições gastronómicas: o Plangaio e o Maranho”, refere o Município.
Ao longo de três dias, o programa combina a componente gastronómica com artesanato, animação e passeios pedestres, procurando reunir residentes e visitantes em torno dos produtos e das tradições locais.
A programação musical arranca esta sexta-feira, dia 18 de setembro, com Artur Marcia, num espetáculo marcado para o primeiro dia do certame. No sábado, dia 19, a animação fica a cargo de ATOA, enquanto no domingo, dia 20, o programa encerra com o Duo Beiratango.
Para além dos espetáculos, o festival tem como eixo central a gastronomia, com destaque para o Plangaio e o Maranho, especialidades associadas à identidade gastronómica de Proença-a-Nova e da região.
Um regresso depois dos incêndios
A realização do festival acontece depois dos incêndios que afetaram o concelho, contexto que a Câmara Municipal associa ao significado especial desta edição.
Segundo o Município, a população de Sobreira Formosa e Alvito da Beira voltou a demonstrar “determinação, união e capacidade de resiliência perante a adversidade”.
A autarquia sublinha ainda que o encontro pretende valorizar não apenas a gastronomia, mas também a capacidade de mobilização das comunidades locais. “Este é um momento para valorizar a força das nossas comunidades, a nossa identidade e a nossa capacidade de nos unirmos, de nos levantarmos e de continuarmos”, pode ler-se na informação divulgada pela Câmara.
A mesma mensagem enquadra o festival como uma oportunidade para o território recuperar espaços de convívio e celebração após um período particularmente difícil. “Porque um território também se afirma pela sua capacidade de resistir, de se reencontrar e de seguir em frente”, afirma o Município.
