Região: CIMBB rejeita Central Sophia

Numa nota enviada à Comunicação Social, a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB) associa-se aos Municípios de Idanha-a-Nova e de Penamacor, pronunciando-se “desfavoravelmente à concretização do projeto da Central Solar Fotovoltaica Sophia”.
“A Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, que integra os Municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão, em face das questões ambientais, sociais e jurídicas inerentes ao projeto CSF Sophia, expressa no âmbito do procedimento de Consulta Pública previsto no Regime Jurídico de Avaliação de Impacte Ambiental, uma posição desfavorável.”
lê-se na nota enviada pela CIMBB
Apesar de assumir a “importância crítica da transição energética, como consta da sua Estratégia Integrada de Desenvolvimento Territorial” a CIMBB considera que a transição energética deve “decorrer de forma equilibrada, com respeito pelo ordenamento do território, pelo ambiente, pela biodiversidade e geodiversidade, pelo potencial produtivo dos espaços agro-florestais e pela qualidade de vida, quer de quem habita como de quem visita este território”.
Desta forma a CIMBB justifica a sua posição afirmando que “a significativa e contínua extensão da área que se prevê artificializar, à qual se juntam as áreas de infraestruturas congéneres já instaladas ou em processo de instalação, resultaria numa incontestável degradação da paisagem, numa séria limitação de outros do solo, designadamente agroflorestais, incluindo a apicultura e a cinegética, e em efeitos não negligenciáveis nas condições climatéricas locais”. A referida estrutura justifica ainda a sua posição afirmando que “”dada a escala da instalação, sobre outros usos do território”, a instalação da referida Central compromete “o desenvolvimento associado ao turismo e aos modos de produção tradicional e biológico, que dependem dos caracteres de autenticidade e qualidade ambiental, elementos reputacionais muito sensíveis”.
A CIM da Beira Baixa defende ainda que a transição energética deve ser “responsável, assente na defesa do equilíbrio entre a energia limpa e os demais interesses societais em presença, não é dissociável da preservação da biodiversidade, dos valores naturais e das paisagens, da identidade e do potencial produtivo dos territórios rurais que constituem a Beira Baixa, que são bases fortes do futuro das próximas gerações”.
Referir que esta posição foi tomada pelo Conselho Intermunicipal da Beira Baixa, reunido no passado dia 11 de novembro.
O projeto central solar fotovoltaica “Sophia” prevê a ocupação nos concelhos de Idanha-a-Nova e de Penamacor, de uma área vedada superior a 13,4 km2, uma superfície de 309 hectares com módulos fotovoltaicos e entre 3 e 5 km de extensão de linhas de transporte de eletricidade, com a respetiva área de faixas de servidão (Penamacor).
