Proença-a-Nova: Santo Lenho, pela primeira vez, na Semana Santa

 Proença-a-Nova: Santo Lenho, pela primeira vez, na Semana Santa

A Paróquia de Proença-a-Nova voltou a viver as celebrações da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Numa colaboração estreita entre a Paróquia de Proença e a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova, as celebrações este ano ficaram marcadas pela integração do Santo Lenho, oferecido à Santa Casa, pelo padre filósofo proencense Pedro da Fonseca.

Ao Jornal de Proença, Helena Mendonça, provedora da Santa Casa da Misericórdia, explicou a introdução desta graça nas celebrações.

“O Santo Lenho tem tantas graças e é tão poderoso! Não é que houvesse um egoísmo, não me quero referir a isso, mas temos que partilhar. E temos que partilhar o Santo Lenho porque o Santo Lenho é a cruz de Cristo que ali está! E com todas a graças que ele dá nós tínhamos que partilhar isto durante estas cerimónias tão especiais. Foi uma ideia do Padre Virgílio, mas preparámos tudo para que fosse com a maior dignidade. Estou muito orgulhosa”.

explicou Helena Mendonça

A viver estas celebrações pela primeira ver na qualidade de provedora, Helena Mendonça, afirma que viveu todos os momentos “de uma forma muito emocionante. Isto tocou muito no fundo da alma de cada um de nós. Num mundo que eu entendo muito perdido, em que há muita necessidade, há muita prisão física, mas também há muita prisão emocional. E o que eu entendi é que as pessoas precisam tanto, sobretudo das procissões do encontro. E como o Padre Eduardo referiu, este momento é um encontro de cada um de nós, quer seja no trabalho, quer seja na vida em casa, quer seja em sociedade em comunidade. Isto tocou-me muito profundamente, eu estou de facto muito emocionada. Tudo isto é um ato de contrição colectivo.”

Referido que este ano houve uma “notável maior participação de Irmãos”, Helena Mendonça olha para o futuro com “com esperança, também olho com algum receio”.

“Tenho muita esperança, tenho muita fé. Nós temos um desafio enorme. A messe é muito grande, mas nós temos bons trabalhadores. E quando falo em trabalhadores falo no coletivo. Eu hoje aqui senti muita união e isso deu-me força. Ver as opas pretas a percorrer a procissão senti que éramos um exército grande”.

referiu

Ainda em declarações ao Jornal de Proença, a provedora recém eleita agradeceu “à equipa que organizou estas celebrações. Não tenho palavras para lhes agradecer. Ao padre Virgílio, ao Padre Eduardo a todos o meu muito obrigado. Todos dignificaram o papel de uma igreja que se quer cada vez mais unida no meio das turbulências todas que vivemos”.

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