Proença-a-Nova: Mais de 50% da área do concelho identificada

 Proença-a-Nova: Mais de 50% da área do concelho identificada

O concelho de Proença-a-Nova já tem mais de 50% da sua área do concelho identificada, sendo atualmente o 4.º município do país com mais propriedades identificadas, mais de 46% das matrizes identificadas.

Em nota enviada o Município afirma que desde o início do projeto “tem apostado fortemente na divulgação, no apoio técnico e na proximidade com os munícipes, permitindo que cada vez mais proprietários possam usufruir deste serviço”.

O resultado deste trabalho é expressivo: mais de 62 mil propriedades identificadas (46% das matrizes), que representam mais de 20 mil hectares georreferenciados (51% da área), fruto do envolvimento e participação de mais de 5 mil proprietários. Cada registo feito é muito mais do que um dado técnico — é um gesto de confiança no futuro, um contributo para a gestão florestal sustentável, a prevenção de incêndios, o ordenamento do território e um melhor planeamento futuro, reforçando a segurança e a coesão do concelho.

lê-se na nota enviada

Para a autarquia, o sucesso deste projeto deve-se também “à dedicação das equipas municipais, cuja proximidade e capacidade de resposta têm sido essenciais para esclarecer dúvidas, apoiar cidadãos menos familiarizados com ferramentas digitais e garantir que o processo decorre de forma simples, acessível e transparente”.

Munícipio diz ser “exemplo nacional de participação e compromisso”

Na mesma nota enviada, a autarquia afirma ainda que através de iniciativas e projetos como o BUPi – Balcão Único do Prédio, os Condomínios da Aldeia e as Áreas Integradas de Gestão da Paisagem (AIGP), o concelho “tem vindo a construir respostas concretas e inovadoras aos desafios das alterações climáticas, do abandono rural e da prevenção de incêndios”.

O primeiro passo para proteger estes terrenos e áreas é conhecer, é adquirir conhecimento formalizado sobre eles. Nesse sentido, o BUPi tem assumido um papel determinante na identificação e registo dos prédios rústicos e mistos do concelho, promovendo o ordenamento do território e capacitando os proprietários para uma gestão mais responsável. Proença-a-Nova foi um dos municípios pioneiros neste projeto, que hoje está disponível a toda a população no Espaço BUPi, localizado no Parque Urbano Comendador João Martins, onde é possível fazer o registo das propriedades de forma totalmente gratuita, simples e prática.

Conhecer o território permite também geri-lo da melhor forma possível. A partir desta base de informação, têm sido desenvolvidas estratégias que vão além do combate ao risco, procurando também transformar estruturalmente a paisagem e devolver vida às zonas rurais. É o caso dos Condomínios da Aldeia, já em execução em Mó, Fórneas, Sobrainho dos Gaios, Giesteiras, Corgas, Malhadal, Vale de Água, Galisteus, Sesmos, Cunqueiros, Lameira d’Ordem, Rabacinas, Vale d’Urso, Vale da Ursa, Vale Porco e Montinho, que visam não só a redução de combustível vegetal, mas também a revitalização de atividades agrícolas e silvopastoris, a valorização paisagística das aldeias e a promoção de práticas sustentáveis com impacto real no bem-estar das comunidades.

lê-se na nota enviada

Complementarmente, o Município tem investido na criação das Áreas Integradas de Gestão da Paisagem, com foco numa gestão ativa e colaborativa de grandes áreas de território.

Após os incêndios de 2020, tornou-se evidente a necessidade de uma nova abordagem à ocupação do solo. Em articulação com entidades como a Pinhal Natural e as juntas de freguesia, estão atualmente em desenvolvimento as AIGP de Alvito da Beira, Corgas, Fórneas e Penafalcão, com cerca de 7500 hectares – geridas diretamente pela Pinhal Natural. Estes projetos permitem planear de forma integrada, mobilizar os proprietários e potenciar os recursos naturais.

finaliza a autarquia

Recordar que ao permitir o registo gratuito das propriedades rústicas e mistas até 31 de dezembro de 2025, o projeto oferece a cada cidadão a oportunidade de regularizar e proteger o seu património sem custos.

Depois desta data, o processo deixará de ser gratuito.

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