Vila de Rei: Município inspeciona rede de águas residuais com tecnologia vídeo
Proença-a-Nova: Fogo em Alvito da Beira com 70% do perímetro dominado

O incêndio que lavra desde a tarde de segunda-feira, em Alvito da Beira, no concelho de Proença-a-Nova, está, às 10:00, com cerca de 70% do perímetro dominado, mas existem muitos pontos quentes que preocupam a Proteção Civil.
Mais de 830 operacionais combatiam, às 10:00, os dois incêndios rurais que lavram desde a tarde de segunda-feira, no concelho de Proença-a-Nova, distrito de Castelo Branco, um dos quais deflagrou às 16:05 em Alvito da Beira e Sobreira Formosa e o outro cerca de três horas e meia depois próximo da Atalaia.
Em declarações à agência Lusa, o comandante do Comando Sub-Regional da Beira Baixa explicou que a situação mais preocupante é o incêndio rural que lavra em Alvito da Beira, acima de tudo pela dimensão do perímetro.
“Este incêndio [Alvito] é o que apresenta maior perímetro e aquele que mobiliza mais recursos. Neste momento [10:00], cerca de 70% do perímetro está dominado. Não é uma linha contínua e existem muitos pontos quentes”, vincou Pedro Nunes.
Este responsável adiantou que os 30 a 40% que não estão ainda dominados “são preocupantes”, até porque a meteorologia indica que o dia será em tudo semelhante ao de segunda-feira, com o aumento da intensidade do vento e do calor.
Pedro Nunes adiantou que estão no terreno 12 máquinas de rasto, mas a orografia do terreno tem dificultado esse trabalho, com pontos onde nem as máquinas conseguem entrar.
“A estratégia está definida”, vincou.
Além das 12 máquinas de rasto, o incêndio de Alvito mobilizava 627 operacionais, apoiados por 205 veículos e sete meios aéreos.
Segundo a Proteção Civil, não existem neste momento estradas cortadas nem localidades ou habitações em risco.
Já o incêndio da Atalaia, à mesma hora, mobilizava um total de 209 operacionais, apoiados por 70 viaturas e três meios aéreos.
Segundo o comandante Pedro Nunes, trata-se de um incêndio de menores dimensões, onde “80% do perímetro está feito”.
“Este incêndio dá-nos mais garantias de entrar em resolução a médio prazo”, frisou.
Pedro Nunes sublinhou também que não há expectativas de que possam entrar em resolução nas próximas horas.
Já o presidente da Câmara de Proença-a-Nova fez o ponto de situação após uma madrugada e início de manhã particularmente difíceis para todos os operacionais envolvidos no combate aos incêndios que deflagraram no concelho.
“Depois do trabalho intenso realizado no terreno, a expectativa para as próximas horas é a de consolidar o perímetro do incêndio, permitindo que os meios aéreos possam atuar e combater o incêndio com maior eficácia”, afirmou João Lobo.
O autarca explicou ainda que a extensão da área ardida continua a ser avaliada, mas é já possível afirmar que se trata de um incêndio de grande dimensão.
Até ao momento não há registo de feridos nem de habitações afetadas. No entanto, verificam-se danos significativos em estruturas agrícolas, nomeadamente barracões, arrecadações e outros apoios rurais, que representam prejuízos relevantes para várias famílias proencenses”.
