Proença-a-Nova: Agência Portuguesa do Ambiente fiscaliza água do Ocreza

Proença-a-Nova: Agência Portuguesa do Ambiente fiscaliza água do Ocreza

Técnicos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) recolheram amostras de água para análise, no rio Ocreza, junto à Foz do Cobrão, após alerta da Quercus para a presença de “manchas azuladas”, que podem indicar a presença de cianobactérias.

“O rio, na Foz do Cobrão [Proença-a-Nova] e a montante está verde e apresenta também manchas azuladas, o que pode indiciar a presença de cianobactérias. O caso já foi denunciado à APA”

disse hoje à agência Lusa, Samuel Infante, da associação ambientalista Quercus

Segundo o ambientalista, na zona existe um açude que é muito utilizado pelas pessoas, situação que pode por em causa a sua saúde, caso se confirme a presença de cianobactérias na água.

À Lusa, a APA disse que, através da sua Administração da Região Hidrográfica do Tejo e Oeste (ARHTO), foram recolhidas amostras de água na terça-feira, “para análise da sua qualidade”.

A agência sublinha ainda que a zona em causa, “não está identificada como água balnear”, pelo que não é “aconselhado o seu uso”.

“Nesse contexto, solicitou-se ao município de Proença-a-Nova a colocação dos avisos já anteriormente enviados a desaconselhar o banho em zonas não identificadas para a prática balnear”, conclui.

Numa informação enviada ao Jornal de Proença, Ana Louro, Presidente da Associação para o Desenvolvimento de Sobral Fernando, afirma que esta situação acontece sempre “que há uma descarga da barragem da Marateca.”

A água fica verde, cheira mal, inclusivamente este ano numa das margens do rio encontrava-se uma grande concentração de espuma, com zonas azuladas, cheiro fétido e pareciam borras pretas ao cimo da água, sugestivo de cianobactérias.

afirma a responsável

“A abertura da barragem é da responsabilidade da APA que se recusa a vir ao local retirar amostras, que só vêm após se enviar e-mail com fotos ou então após queixa do SEPNA” afirma ainda Ana Louro.

*com Agência Lusa

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