Oleiros: Casta Callum apresentada em livro

 Oleiros: Casta Callum apresentada em livro

O Palco Raízes da XXIV Feira do Pinhal, em Oleiros, acolheu, no passado dia 31 de julho, a apresentação do livro “Casta Callum: Em busca das origens”, da autoria de Leonel Azevedo. A obra foi apresentada pelo enólogo e investigador Virgílio Loureiro, que fez questão de destacar o simbolismo do momento, que coincidiu com a 1.ª celebração do Dia Nacional da Vinha e do Vinho.
Além do autor e do investigador convidado, a sessão contou em palco com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Oleiros, Miguel Marques, e de Sérgio Nunes, em representação da empresa Sérgio & Tiodósio, Lda. O empresário explicou que o nome “Cepa C’alua” e o próprio rótulo do vinho nasceram com o contributo de Leonel Azevedo, destacando também a sua ajuda num estudo apresentado ao Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) para a certificação do produto: “Temos um produto que já está implementado no mercado e que tem representado o nosso concelho”.
Na ocasião, o especialista realçou a utilização de fontes históricas para a elaboração da obra e para a divulgação de factos marcantes. Segundo Virgílio Loureiro, “o livro tem muito para ler nas linhas, mas também nas entrelinhas”, aproveitando para frisar a importância histórica de Oleiros na produção de vinho em Portugal. Na época da praga da filoxera, a produção do concelho, juntamente com apenas mais dois concelhos, chegou a assegurar a produção vitivinícola nacional.
Outro aspeto sublinhado foi a referência a uma segunda casta de Oleiros, a “Vale de Mós”, que mostra a riqueza das cepas existentes no concelho, a par dos lagares medievais que revelam muitos séculos de tradição. No final, o autor alertou para a importância de aumentar o conhecimento e o volume de produção desta fileira.
Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal de Oleiros, Miguel Marques, destacou que este livro representa “mais um contributo para a dinamização de um produto endógeno de excelência, como é o caso do histórico Vinho Callum”. O autarca reforçou que, sendo este um elemento do património cultural do concelho, tudo tem sido feito para preservar, divulgar e valorizar esta identidade.
A sessão contou também com a presença de Fernando Jorge, ex-Presidente da Câmara Municipal, que recordou o início da recuperação deste vinho. Como explicou, o “Cepa C’alua” nasceu de “um desafio que fiz ao Sérgio e ao Teodósio para que apostassem nesta casta, com a garantia de que a Câmara e a CCDR iriam ajudar na promoção. É um orgulho para nós, oleirenses, termos um produto que mais ninguém tem. Até agora tem tido grande sucesso e estamos no bom caminho”.

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