O NOSSO OURO DA TERRA É… UM MIMO.

O NOSSO OURO DA TERRA É… UM MIMO.
António Manuel Silva

Este é um ano de muita e boa azeitona. Os lagares estão com dificuldade em dar vazão a tanta demanda. Ainda bem.

Um bom azeite é indispensável a uma gastronomia saudável e de qualidade. Um mau azeite dá cabo da saúde e torna mau um bom pitéu. Para evitar surpresas, convém provar o nosso “ouro da terra” à saída do lagar, antes de o entornar para os pratos ou panelas.

Tiborna

Este que se apresenta, e partilha, passou o teste com distinção. Trata-se de um azeite extraído de azeitona galega, de cultura praticamente biológica, produzido por processos tradicionais em lagar antigo, a frio e baixa pressão, imediatamente após a apanha do fruto. A diferença nota-se na muito menor quantidade extraída por quilo de azeitona, na qualidade superior e … no preço “escaldante”. Mas, para quem o quer utilizar apenas a cru e no prato, vale o esforço. (Um pouco como aqueles vinhos de alta qualidade que só se produzem em anos especiais…)

Depois de um ano péssimo (2020), 2021 apresenta-se como um dos melhores na produção de azeite em Portugal. O pior é conseguir mão-de-obra para a apanha, vez nos lagares, organização no trabalho e a desistência e desvalorização de algumas variedades tradicionais como a galega que, embora menos produtiva, é indispensável para dar longevidade ao azeite. Por aqui, dizemos que o nosso azeite, de azeitona galega, verdadeiro ouro da terra, é o melhor do mundo. Mas será? Desde o tempo da azeitona misturada com sal a ganhar maus sabores nas tulhas até hoje já se percorreu um bom caminho. Mas ainda há muito mais a fazer até que os nossos olivicultores produzam azeitona de qualidade extra e que os nossos lagares consigam extrair azeite que possa ser vendido a um preço que pague os custos, compense os investimentos e dê lucro. Enfim, que faça a diferença! No Alentejo, há azeite de azeitona galega a ser vendido a 40€ o litro. Não é engano, quarenta euros o litro. (Ver” FUGAS”, Público, Sábado, 20-11-2021, pág.3)

A classificação do azeite está determinada oficial e legalmente e não consta dela qualquer azeite “extra virgem”. Não há aqui opiniões do tipo “para mim é assim ou assado”… É o que é para todos. E não vale a pena “ficar com os azeites”…

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