O AMOR JAMAIS PASSARÁ

 O AMOR JAMAIS PASSARÁ

“ Cântico de Amor”

(Ontem, hoje e sempre, para todos os enamorados é tempo de Amar).

rir é sério
Maria Susana Mexia
“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver Amor, sou como um bronze que soa
ou um címbalo que retine.
 
Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver Amor, nada sou.
 
Ainda que eu distribua todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver Amor, de nada me aproveita.
 
O Amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
 
Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
 
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.
O Amor jamais passará”.

Juro que não me nasceu agora uma veia poética, por muito que admire a poesia e lhe reconheça a divina missão de dizer o inaudito, de tocar profundamente a alma, o coração e, por vezes, a razão de quem sentidamente a escreve ou lê.

Também não fui acometida por uma “paixão serôdia“, ao estilo de Almeida Garrett, cujo arrebatamento amoroso o levou, em idade avançada, a tecer lindas grinaldas com “Folhas Caídas” e “Flores sem Fruto”…

A terna (Carta de Amor” que acima transcrevo foi dirigida aos Coríntios e também a mim e aos homens de todos os tempos, muito antes dum Camões ou duma Florbela terem desafiado o fogo da paixão ou abrasado perdidamente o objecto amado…

O seu autor foi um jovem admirável, destemido, inteligente, bem-nascido, culto e um excelente cavaleiro. Uma queda de cavalo numa corrida vitoriosa, às portas de Damasco, atingiu-o que nem uma seta de cúpido no seu enorme coração. Sofreu uma alteração magnética, o seu destino mudou de rumo, seguiu o caminho oposto e arrebatado fez uma inversão afectiva de cento e oitenta graus. Este amante não resistiu ao seu Amado, o seu fulgor e energia levaram-no por um “Novo Caminho” sem fim, transformaram-no num viajante sem paragem, num verdadeiro “desassossego” divino.

De seu nome Saulo, Saulo de Tarso, sua terra natal mas, na história ficou conhecido por Paulo, S. Paulo, Apóstolo dos gentios, dos infelizes, dos ignorantes e abandonados, que ainda não tinham ouvido falar nem encontrado esse “ Amor Fatal”.

Queda salvífica, paixão sem medida, que para sempre abrasou o coração da humanidade…

É caso para concluir que afinal “ na vida tudo acontece para bem”, Deus escreve direito por linhas tortas ou o homem faz e Deus desfaz, pois os caminhos do Senhor do Amor são insondáveis.

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