Meditação Oriental ou Cristianismo? Mantras ou Avé-Marias? Um fenómeno complexo? Talvez não!

Meditação Oriental ou Cristianismo? Mantras ou Avé-Marias? Um fenómeno complexo? Talvez não!

As correntes orientais de meditação penetraram no Ocidente, fascinando muitos cristãos sequiosos de cultivar uma mística com sabor a novidade e a exoterismo.

Algumas técnicas orientais pretendem levar o homem a criar harmonia entre corpo e alma, donde resulte uma mais livre aplicação da mente às realidades transcendentais, especialmente numa época da história em que o ocidente foi perdendo o fervor da adoração ao seu Deus e à Virgem Maria.

Todavia acontece que as escolas hinduístas e budistas de meditação, supõem uma filosofia panteísta ou não cristã, que geralmente é comunicada pelos mestres orientais, seja explicitamente, seja em termos implícitos e indiretos. É difícil ou impossível separar as técnicas de meditação oriental e a cosmovisão que as inspirou e que lhes estão subjacentes, ainda que de forma pouco transparente. 

Em consequência, podemos concluir que não haverá de todo, um motivo para rejeitar estas técnicas de meditação, na medida em que sejam meras técnicas para facilitar recolhimento, concentração, autodomínio, respiração, digestão de alimentos, sono, … porém é necessário que o cristão desejoso de permanecer fiel à sua fé, saiba distinguir exactamente a filosofia panteísta que geralmente acompanha tais técnicas de meditação oriental, da essência do Cristianismo, pois ambas estão diametralmente opostas.

O panteísmo característico do hinduísmo e do budismo, implica toda uma relação com as divindades pagãs e defende também toda uma cosmovisão, inclusive a teoria da reencarnação que não se concilia de forma alguma com a fé cristã.

A meditação e oração cristãs são voltadas e centradas em Jesus Cristo – o Caminho, a Verdade e a Vida. É na procura da intimidade com Cristo que o cristão começa a oração, meditando na vida do Senhor, como se faz no rezar do terço, procurando identificar-se com as cenas da Sagrada Escritura e da beleza infinita do próprio Deus, transcendente ao homem, mas seu pai e criador bem como de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Eis como um fenómeno, aparentemente complexo, se revela como claro e distintos à luz dos Evangelhos, do Catecismo da Igreja e dos documentos da Santa Sé sobre estes temas, pois são suficientes para elucidar, sobre o que verdadeiramente querem ou devem seguir, sabendo também distinguir entre uma prática esotérica e uma atitude católica, apostólica, romana. Um facto é, não se reza o terço com mantras, nem se pratica ioga ou meditação transcendental rezando o terço, por muitas voltas que lhe queiram dar, com fusões e tentativas de conciliação, tudo acaba numa miscelâneas pouco clara, mais ao jeito de Nova Era ou New Age, do que de verdadeira religião, quer seja Cristã, Hinduísta ou Budista.

*Joana Cordeiro – Professora

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