Igreja: Sertã recebeu encontro de formação dos MEC e MECDAP

Igreja: Sertã recebeu encontro de formação dos MEC e MECDAP

Decorreu,  na manhã de sábado, 12 do corrente, no santuário da Senhora dos Remédios, na Sertã, a terceira  sessão de formação litúrgica na nossa diocese  para os ministros extraordinários da comunhão (MEC) e das celebrações sem sacerdote (MECDAP), com cerca de uma centena de presenças, orientada pelo cónego Assunção.

Depois da oração inicial, foi apresentada a carta apostólica do Papa Francisco “Desiderio Desideravi”, publicada em Junho deste ano, sobre a necessidade da formação litúrgica para todos os cristãos.

Partindo do princípio de que o”hoje” da salvação tem de ser atualizado constantenente, lembra a última Ceia de Jesus que o próprio associou à sua Paixão e Morte, e da qual mandou fazer memória que seria observada depois da Ressurreição.

O mundo não sabe disto e todos estão convidados para a Ceia. É preciso que todos os cistãos o comuniquem, mais do que para autopreservação da Igreja, diz o Papa.

Por isso, a Missa, principal ato litúrgico, deve atrair-nos porque é Cristo que nos atrai e não tanto nós que O desejamos. O pão partido é a cruz de Jesus, o seu sacrifício em obediência ao Pai, como foi reconhecido pelos discípulos de Emaús.

Depois do Pentecostes, o Espírito Santo iluminou a Igreja nascente que pôs em prática o primeiro mandato de Cristo: “Fazei isto em memória de Mim”.

A Liturgia é, pois, o lugar de encontro com Cristo, tal como na Encarnação em Maria, e sempre por ação do Espírito Santo. Desde o batismo, vivemos esse encontro pela água derramada sobre nós que permitiu a nossa enxertia no Seu Corpo Místico.

A Liturgia tem também sentido teológico, pois une-nos a Deus e supera as tentações de divisão, como o subjetivismo (“Cá tenho a minha religião”) ou a dispensa da graça de Deus (“O que o homem faz é que vale”).

A beleza da Liturgia não está na mera perfeição ritual ou exterior, mas nos cuidados necessários de ambientação da celebração e disposições interiores. Provoca assombro, como diz o Papa: o ” arder no coração” dos discípulos de Emaús. Deste modo, é a mais alta expressão da sinodalidade da Igreja, em conformidade com o Concílio Vaticano II, cujo primeiro documento aprovado foi a Constituição sobre a Sagrada Liturgia.

Finalmente, a formação “para a Liturgia” leva-nos à formação “pela Liturgia”, diz ainda o Papa.

Depois de breve intervalo e com caráter prático, referiram-se caraterísticas próprias de MEC e de MECDAP: construção da união ou comunhão para os primeiros e difusão e propostas da Palavra para os segundos, chamando-se a atenção para as mudanças que o novo Missal trouxe.

Foram, ainda, lembrados os dois seminaristas maiores da nossa diocese, devido à proximidade da semana de oração pelos mesmos, terminando a ação, pontualmente, à hora marcada.

Muito fruto na ação de cada um destes servidores de Cristo.

F.L.

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