Proença-a-Nova debate nova Operação Integrada de Gestão da Paisagem
Em Maio, até à casa da Mãe

Proença-a-Nova vive o dia forte da passagem dos peregrinos para a casa da Mãe a Cova da Iria.
Nem todos os peregrinos caminham nos mesmos dias e às mesmas horas. Depois da Festa da Páscoa, começamos a ver peregrinos. Muitos fazem o caminho por etapas por questões pessoais, familiares e laborais. Mas nestes dias, muitos outros fazem o caminho seguido, isto é, ainda que parem para descansar e se alimentar, não interrompem a caminhada até Fátima.
Muitos se questionam acerca das motivações que fazem caminhar estas pessoas: uns por promessa, outros por devoção e outros pelo grupo ou pelo gosto de caminhar…
Questiono-me se o caminho de Fátima é caminho de conversão? Talvez a haja no nosso pensamento “pré-conceitos” que desvalorizem alguns caminhos de conversão. Há testemunhos que nos afastam do caminho de Fátima. Porém, há experiências de quem peregrina até a casa da Mãe de Jesus e nossa mãe que são extraordinários. Há testemunhos de pessoas que no caminho até a casa da Mãe do Céu descobriram a afetividade da fé por Maria e Jesus e um sentido de vida que os têm aproximado da comunidade cristã, da Igreja de Cristo.
Quando o caminho se torna busca de si próprio, encontro com Maria e Jesus e fraternidade com os companheiros de viagem, provavelmente, pode acontecer o milagre da conversão. O silêncio, a oração pessoal e comunitária, a interajuda, o sacrifício oferecido como Jesus o fez na Cruz são alguns ingredientes que facilitam a conversão.
Estão muito na moda os passeios pedestres. Proença-a-Nova tem muitos e bonitos passeios. Vários grupos fazem frequentemente estes passeios porque questões de fitness, das paisagens, da história, do convívio, da fraternidade, de colaborar com causas e também da espiritualidade. E bem! Porém, peregrinar para Fátima tem um sentido mais denso dentro da espiritualidade: a fé. Confia-se que Maria ajuda a compreender a vida, a vida em Cristo. Nela encontra-se o afeto materno da fé no Deus altíssimo revelado em Jesus. Nela encontra-se a filha de Deus, a Mãe e a discípula do próprio Filho Jesus.
Durante o mês de Maio, podemos também alimentar a nossa relação com a Mãe do Céu na recitação diária do terço, de modo pessoal ou comunitário. O mês de Maio é, em si mesmo, uma outra forma de peregrinação na oração. E a casa da Mãe do Céu, além do Santuário de Fátima, pode ser a Igreja onde nos reunimos comunitariamente para rezar ou o teu oratório ou junto de uma imagem de Maria. Aproveitemos!
Se a vida é uma peregrinação até à Casa do Pai no Céu, deixemos que Maria, nos seus afetos e proteção nos acompanhe.
Boas peregrinações até à casa da Mãe do Céu.
*Padre Virgílio
