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Dois Minutos para os Direitos Humanos

Foto © Clema12
A Amnistia Internacional lançou novos alertas sobre o agravamento de situações que colocam em causa os direitos humanos em várias regiões do mundo, sublinhando decisões políticas recentes e riscos iminentes que exigem resposta urgente da comunidade internacional.
Palestina: preocupação com alargamento da pena de morte
Na Palestina, a organização apelou às autoridades israelitas para revogarem alterações legislativas recentemente aprovadas que alargam o uso da pena de morte, tanto em Israel como no Território Palestiniano Ocupado. A medida foi aprovada com o apoio de 62 membros do parlamento israelita (Knesset).
A Amnistia Internacional considera esta decisão profundamente preocupante e defende que a comunidade internacional deve exercer pressão máxima para garantir a sua revogação imediata.
Mundial 2026: riscos para direitos humanos nas Américas
No continente americano, as atenções centram-se no Campeonato do Mundo de Futebol Masculino de 2026, que decorrerá no Canadá, México e Estados Unidos. Segundo a Amnistia Internacional, milhões de adeptos poderão enfrentar violações de direitos humanos, especialmente relacionadas com políticas de imigração consideradas abusivas nos EUA.
A organização alerta ainda para possíveis restrições à liberdade de expressão e ao direito ao protesto pacífico, colocando em causa a promessa de um torneio “seguro, acolhedor e inclusivo”, feita pela FIFA.
Europa: políticas migratórias mais restritivas
Na Europa, o Parlamento Europeu aprovou a expansão de medidas punitivas e restritivas em matéria de detenção e deportação de migrantes. Para Eve Geddie, representante da Amnistia Internacional, esta decisão reflete uma tendência crescente de políticas migratórias prejudiciais e excludentes.
Segundo a organização, estas medidas levantam sérias preocupações quanto ao respeito pelo devido processo legal e à adoção de políticas baseadas em evidência.
FIFA criticada por inação face a colonatos
Ainda no contexto israelita, a FIFA anunciou que não irá tomar medidas contra a Federação Israelita de Futebol, apesar da participação de clubes sediados em colonatos considerados ilegais nas competições nacionais.
A decisão foi criticada pela Amnistia Internacional, que acusa a entidade de falhar na aplicação das suas próprias regras e de violar o direito internacional ao não agir perante esta situação.
Irão: apelo contra ameaças militares
Relativamente ao Irão, a Amnistia Internacional reagiu às declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que admitiu adiar por alguns dias possíveis ataques a infraestruturas energéticas iranianas, enquanto decorrem negociações.
A organização classificou as ameaças como “profundamente irresponsáveis”, alertando para o potencial impacto devastador sobre milhões de civis e apelando à sua retirada imediata.
