O último Livro que li…

 O último Livro que li…
Maria Susana Mexia, Professora de Filosofia

Confesso que ao adquirir este livro estava convicta de que iria compreender um pouco mais sobre esta moda do cancelamento da cultura, comparando-o com o movimento esquerdista dos anos sessenta, na luta contra os poderes estabelecidos e a cultura dominante. Contudo, a caracterização que é feita, de “uma wokista”, contribuiu para se ter uma noção mais realista e denunciadora da vivência activista e seus objectivos no mundo real.

O wokismo é um movimento que muito interessa às elites de poder, nomeadamente, às esquerdas sociais democráticas, que em conjunto com activistas de extrema-esquerda e de feministas radicais, procuram estigmatizar moralmente, como “racistas” e “fóbicos”, quem se opõe a eles. Apresentam-se como inquisidores vigilantes e implacáveis, impondo “cancelamentos” e exigindo condenações por mera denúncia a todos os que simplesmente estão em desacordo.

Em WOKE, um guia para a justiça social, encontramos o absurdo das loucuras identitárias, do radicalismo feminista, das extravagâncias de género e de toda a perseguição pseudo cultural.

Retratando o delírio que invadiu muitas activistas e se foi estendendo ao normal cidadão, esta sátira cuja autora é uma «activista interseccional», Titania McGrath, jura-nos que a justiça social se conquista juntando uma bandeira arco-íris no perfil do Facebook, ou intimidando quem diga desconhecer o significado de «não binário», ou chamando nazi a quem pense votar num partido conservador. Em suma: os que defendem a liberdade de expressão são criptofascistas.

Mas um facto é que Titania não existe. É uma genial invenção do comediante Andrew Doyle, o verdadeiro autor do livro, que satiriza a loucura activista destes tempos, pois considera que a melhor forma de desconstruir o absurdo perigo do radicalismo wokista é a sátira.

Não obstante, considero este livro um pouco desconfortável, nem sempre pelo que afirma, mas pela forma como o faz. Tem um vocabulário um tanto “arrojado” e, por vezes, incomodativo, mas considerei um dever tentar elucidar o leitor de como estes “sub-mundos” existem, sendo-nos sub-repticiamente transmitidos e interferindo na nossa conduta social, moral e familiar.

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1 Comentário

  • WOKE
    Um alerta muito oportuno.
    Sem percebermos estamos quase afundados nestas estratégias de anulação do ser humano, da sua História, da sua origem divina e até das nossas culturas e literaturas.

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