Criadores de Conteúdos

 Criadores de Conteúdos

Preparamo-nos para o nascimento do Filho do maior Criador de conteúdos de todos os tempos, Jesus Cristo

Rita Gonçalves, Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas variante Português e Francês; Pós-graduação em Ramo de Formação Educacional

Agora que nos preparamos para o nascimento do Filho do maior Criador de conteúdos de todos os tempos, Jesus Cristo, apetece-me quebrar este jejum de escrita para eu própria colaborar neste ato de criação contínuo.

Considerando que se aproximam tempos de compras natalícias e para eu própria ficar com a ideia de que ando a ler muito, convoquei para este texto alguns dos livros que tenho lido, sozinha ou bem acompanhada.

Pai Nosso que estais na Terra de José Tolentino Mendonça fala das partes da oração do Pai Nosso, explicando o seu significando, com várias referências bibliográficas.

Uma das metáforas utilizadas aponta para a ideia de que cada pessoa é como a terra, preenchida por uma crosta terrestre, visível, mas habitada, nas suas profundezas, por várias camadas, mais ou menos ocultas, em permanente dinâmica.

Nessa profundidade, encontra-se sempre uma demanda pelo transcendente, pelo que não está no material, pelo que dá sentido a tudo.

Neste livro, encontrei referência a um conto. Normalmente as coisas belas não têm de ser muito complicadas e é isso que lemos neste texto.

O conto “A tristeza” de Anton Tchekhov. Não vou ser spoiler, como diz a malta nova, mas deixo a sugestão que o procurem online e o leiam.

Para não parecer que virei uma leitora séria e meio aborrecida, trago agora uns livros infantis para todas as idades. Frutas cheias de sumo, do bom.

Do que tenho visto, os textos que valem mesmo a pena ler deixam sempre silêncios por preencher, sítios por habitar.

E não há problema nenhum porque o copo é mais bonito vazio. No quadro em branco habitam várias possibilidades, não há pressa.

Um bom exemplo é o Uma aventura debaixo da Terra do autor incrível Jon Klassen. Sem spoilers, leiam e vão descobrir algo espetacular.

Outro a ler é o Quando eu Nasci de Isabel Minhós Martins. Muita poesia e cores primárias, a contar ideias que já todos tivemos. Sem spoilers, leiam com os filhotes no quentinho.

E para terminar esta onda mais pueril, tinha de ser Mamã Raposa de Amandine Momenceau. Um livro para tempos de frio. Leiam.

Ainda que todo este conteúdo possa estar a ficar extenso e que as minhas palavras fiquem muito aquém da beleza destes livros, deixo mais alguns.

A Memória da Árvore de Tina Vallés, um livro sobre família e sobre laços, para os mais e menos jovens. O Homem em busca de um Sentido de Viktor Frankl, que vou reler brevemente e que é o que diz o seu título.

Um livro muito bonito é A distância entre mim e a cerejeira de Paola Peretti. Uma história simples, também não tenho tempo para coisas muito complicadas, que traz à superfície as tais camadas profundas de cada pessoa, de que falava no início.

Outra referência simples é A Boa Sorte de Aléx Rovira e Fernando Trias de Bes. Um conto, num reino distante que pode ser mesmo aqui ao lado, com cavaleiros que podemos ser nós mesmos.

Não é um livro que seja imediatamente a minha praia, mas que conta uma história que nos faz pensar que grande parte da nossa existência mora nas nossas mãos, nas nossas decisões.

Dentro de cada homem, nas camadas mais profundas ou mais à superfície, existe uma semente de história, um começo de possibilidades e cabe a cada um decidir o que fazer perante esse campo imenso.

Para terminar esta criação de conteúdo, deixo a sugestão de comprarmos livros em segunda mão que andem por aí onde todos nós sabemos, mas também que não abandonemos as livrarias de verdade que habitam as nossas cidades e vilas.

Se gostamos de as ter, temos de ajudar a que sobrevivam e continuem a colorir os espaços que habitamos.

Voltarei.

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