Ser ‘presepista’

 Ser ‘presepista’
Maria Caetano Conceição, Lic. em Medicina Veterinária

No domingo, 3 de Dezembro, começou o advento, que serão semanas de preparação para o Natal.

Neste ano, a última semana corresponde apenas ao quarto domingo.

Por ser mais curto deveremos ainda mais aproveitar para não desperdiçar nenhum momento, até quando se preparam decorações, refeições familiares, prendas…

O Natal é uma época do ano ímpar, mas infelizmente tem vindo a perder o sentido mais genuíno.

Por ser uma festa para reunir a família, claro que gera muito trabalho que não deve ser esquecido e até a compra das prendas a oferecer deve ser planeada.

No entanto, isso não é o fundamental. Mas sim receber Jesus, Deus que Vem ao mundo para nos salvar.

Não Vem como um ditador, mas sim em bebé para ainda nos facilitar mais a nossa recepção.

Quem não gosta de um bebé?

Daí ser fundamental valorizar o presépio.

Toda a decoração natalícia normalmente é bonita, mas se falta o presépio é completamente incoerente.

Sinceramente não consigo perceber a razão de não se poder falar do nascimento de Jesus em bastante ambientes. Diz-se que os cristãos não devem ofender as outras religiões.

Não entendo como o nascimento de um bebé colocado numa manjedoura numa gruta com animais ofende quem quer que seja e principalmente porque esse nascimento é que originou a festa de Natal.

Por essa razão, incentivo muito a cuidar do presépio nas nossas casas, primeiro porque é preciso procurar o verdadeiro sentido do Natal e depois ainda mais neste ano em que se celebra 800 anos do primeiro presépio feito por São Francisco de Assis.

“A mente deve levar-nos a Greccio, no Vale de Riet;, aqui se deteve São Francisco, provavelmente quando vinha de Roma onde recebera, do Papa Honório III, a aprovação da sua Regra, em 29 de Novembro de 1223.

Aquelas grutas, depois da sua viagem à Terra Santa, faziam-lhe lembrar de modo particular a paisagem de Belém….

Em Greccio, naquela ocasião, não havia figuras; o Presépio foi formado e vivido pelos que estavam presentes. Assim nasce a nossa tradição…

Com a simplicidade daquele sinal, São Francisco realizou uma grande obra de evangelização.

O seu ensinamento penetrou no coração dos cristãos, permanecendo até aos nossos dias como uma forma genuína de repropor, com simplicidade, a beleza da nossa fé.”

Graças a Deus, desde pequena tive três pessoas na família que me entusiasmaram a fazer o presépio no Natal: o meu avô materno não se importava se não houvesse árvore de Natal mas fazia sempre uma gruta com materiais da serra de Aire para colocar as três imagens principais com a vaca e o burro; o meu pai sempre impulsionou a comprar mais imagens para enriquecer o nosso presépio no Natal e claro a minha mãe que ano após ano faz uma representação que nos transporta com a imaginação para Belém na Terra Santa.

Como em Agosto passado tivemos a graça de ir em peregrinação até lá, neste Natal utilizarei o nosso presépio para voltar à gruta onde Nasceu o Nosso Salvador.

Aconselho vivamente a dar toda a importância do Natal a fazer o presépio nas nossas casas, pois está revestido de um significado profundo, ajuda-nos a remeter ao projecto de Deus para a humanidade por meio do Seu Filho Jesus.

Por isso, o presépio significa uma forma de levar os cristãos a viver a experiência do amor de Deus por cada pessoa, da simplicidade, do desapego, da fraternidade e da paz.

Deus ‘Esqueceu-se do Seu Poder e Divindade’ e Nasceu numa gruta com animais para Ensinar que devemos fazer todo o bem que conseguimos para ser feliz já aqui na Terra.

O desapego é necessário para a consciencialização daquilo que é mais valioso e sagrado: a vida. Ela é dom de Deus e a missão dos homens é experimentá-la na justiça, na fraternidade e na paz.

Façamos o presépio neste advento e passemos por ele em vários momentos dos nossos dias para dizer ao Menino Jesus que queremos que Ele Venha, para contar diferentes assuntos do nosso dia a dia.

Podemos escolher uma imagem desse presépio e ‘encarná-la’ para estar mais próximos da Gruta de Belém.

Cuidemos de ser ‘presepistas’ que é o centro do nosso Natal, da nossa fé.

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