Proença celebrou Santa Cruz com teatro e Eucaristia

 Proença celebrou Santa Cruz com teatro e Eucaristia

A comunidade de Proença-a-Nova voltou esta sexta-feira, 3 de maio, a celebrar o dia de Santa Cruz, uma data com tradição para a população do concelho de Proença-a-Nova.

Ao longo de todo o dia, a Igreja da Misericórdia esteve de portas abertas com Santo Lenho, o pedaço da cruz de Cristo trazido de Roma por Pedro da Fonseca, exposto.

Este ano antes da tradicional Eucaristia, presidida pelo Padre Virgílio Martins, teve lugar no Largo Pedro da Fonseca a nova peça de teatro do grupo “Teatroàfaca” sobre o mais famoso e maior símbolo proencense.

Enquanto no teatro, que envolveu membros da comunidade, o público foi convidado a refletir sobre as histórias vividas e sentidas ao longo deste dia, na Eucaristia o Padre Vergílio apontou a cruz como única salvação do mundo.

A manhã ficou ainda marcada pela realização da já tradicional Feira da Santa Cruz, realizada no Parque de Feiras e Mercados.

O dia de Santa Cruz foi até há três décadas feriado municipal, tendo passado, durante o mandato do Pe. António Sousa, para o dia 13 de junho.

Preservar esta data é também celebrar a vida de Pedro da Fonseca, nem sempre conhecida das novas gerações. Nascido em Proença-a-Nova em 1528, Pedro da Fonseca entrou no Colégio de Jesus, em Coimbra, aos 20 anos. Recebeu o grau de Doutor em Teologia, na Universidade de Évora, numa cerimónia que contou com a assistência do Cardeal D. Henrique e D. Sebastião, presenças que indiciam o seu peso político. Em 1572 foi escolhido para representar os jesuítas portugueses em Roma, na eleição do novo superior. Nessa altura, foi conselheiro do Papa Gregório XIII e aproveitou os dez anos que permaneceu em Roma para desenvolver as suas reflexões sobre Metafísica que o tornariam conhecido como o Aristóteles Lusitano. Recebeu um pedaço da cruz de Cristo crucificado pelos seus préstimos e, regressando a Portugal, trouxe consigo a relíquia do Santo Lenho que doou à Santa Casa da Misericórdia da sua terra natal, em 1588, bem como o terreno onde foi construída a Capela da Misericórdia. O Santo Lenho tornou-se então num símbolo de culto e fé, ao qual a população pedia proteção em situações de intempéries, secas, pragas e outras doenças.

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