Proença-a-Nova: Tempo quente e seco reduz produção de vinhos

Proença-a-Nova: Tempo quente e seco reduz produção de vinhos

As consequências do tempo quente e seco que se fez sentir este ano, um pouco por todas as regiões de Portugal, fizeram reduzir a produção de vinhos no concelho de Proença-a-Nova. De forma a tentar perceber estes impactos o Jornal de Proença esteve à conversa com os dois principais produtores de vinho do concelho: a adega do Monte Barbo, na Catraia Cimeira, e a adega do Alvelus, na Sobreira Formosa.

Apesar da redução de produção ambas as adegas afirmam garantir a qualidade para a produção deste ano.

“Prevemos que apesar da qualidade se manter muito boa, a nível de quantidade haja cerca de menos 15% no geral. Quanto à escassez de água, nós até ao momento não tivemos escassez que nos levasse a tomar medidas especiais, não as do normal acompanhamento da maturação e as regas decorreram normalmente”

afirma Carina da Adega Monte Barbo

Salientar que a campanha deste ano vai, a exemplo dos anos anteriores produzir vinhos branco, rosé e tinto. Para os interessados, os vinhos Monte Brabo podem ser adquiridos na loja física no mercado de Benfica, no Centro de Ciência Viva da Floresta em Proença a Nova e online na página Proença a Nova Origem.

Também já termina está a campanha da adega do Alvelus.

“Tivemos uma quebra de produção de pelo menos 30% em relação ao ano passado”

afirma Joaquim Pinto, responsável pela adega Alvelus

Quebra esta que o responsável não tem dúvidas que se justifica pelas “temperaturas, isso é lógico e real, e esta situação não se verifica só aqui na zona da Sobreira”. Mesmo com a quebra, Joaquim Pinto garante que “a qualidade é para manter”. Os vinhos tintos e branco podem ser adquiridos diretamente na adega ou junto do próprio.

Apesar de muitas adegas da região ainda não terem terminado a campanha, Rodolfo Queirós, Presidente Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior, afirma que as quebras na região podem ser menores que o esperado. “Que haverá quebra é um facto! Eu diria que inicialmente apontávamos para quebras superiores a 20/25% e neste momento creio que a quebra deve ser um bocadinho menos. As chuvas dos últimos tempos melhorou bastante em termos de quilos a produção mas ainda é muito cedo para avançar com dados finais. Em termos qualitativos prevemos que o ano seja muito bom”, afirma o responsável.

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