Paraíso no meio do Everest

Paraíso no meio do Everest

Sonho? Nem sei o que dizer em relação a essa palavra, pequena e que há uns anos descrevia o que eu queria para o futuro. Hoje essa palavra poderá ser transmitida de forma diferente. A certa é pesadelo.

Quando me disseram “A universidade é difícil”, eu pensei que seria difícil, mas era algo que se podia ultrapassar. Hoje olho à volta e vejo o contrário: acordar de manhã, sem uma beijoca de bom dia, sem a mãe a fazer o pequeno almoço… mas sim um pensamento de “tá nevoeiro, tá frio e um Monte Everest para subir”. Sim, quem diz que a serra da Estrela é o ponto mais alto de Portugal é porque não subiu as subidas mórbidas de Abrantes. “Hoje prevê-se bom tempo”, poderá ser a melhor notícia que podemos receber no dia a dia, mas será que é a realidade? Abrir a porta da rua é encarar uma realidade completamente diferente da que nos transmitem. Quem nos manda fugir de Proença, não é mesmo?

E lá vamos nós, subir ruas, toda encasacada como se nevasse. Passar pelas pessoas e elas pensarem “Menina, de onde raio vieste”, e mesmo assim eu sorrir, por trás da máscara, e dizer “Bom dia”, ao qual elas respondem de forma carinhosa. Não é Proença, mas aos poucos adaptamo-nos ao ambiente e tentamos fazer com que os dias sejam menos nublados.

Mesmo assim estou muito feliz. Ouvi testemunhos de colegas que apresentam as universidades como colégios militares onde se tem que seguir toda a regra e que não há qualquer intimidade entre professor e aluno… Porém, vejo que, no meu dia a dia, os professores são os nossos melhores amigos, conhecem-nos pelos nomes, mesmo acabando de nos conhecer, e perceber que, estando longe se está em casa, é um sentimento reconfortante.

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