Moda

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fonte: https://boadicadebeleza.com.br

Maria Susana Mexia, Professora

A forma como nos vestimos revela muito da nossa personalidade, da nossa sensibilidade, da nossa formação e também reflecte o modo de estarmos na vida, na sociedade e no mundo. A maneira como nos arranjamos e cuidamos configura a primeira imagem que mostramos aos outros e que, provavelmente, fará parte da recordação com que ficam de nós, mesmo que o encontro tenha sido muito breve e fugidio.

O modo como as pessoas se arranjam, o corte da sua roupa, as cores e suas combinações, a disposição de acessórios, são meios muito fortes para manifestar as tendências da sua alma e da sua mente.

O vestuário adequado ajuda a que se respeite a liberdade pessoal sem nos expormos a olhares indiscretos, pois a roupa é sempre uma grande aliada para proteger a nossa intimidade. De outro modo, dar-se-ia um grave empobrecimento no todo que o ser humano representa, o que acarretaria uma desastrosa decadência moral da pessoa e da sociedade.

É precisamente o reconhecimento do seu enormíssimo valor que faz com que uma determinada moda contribua, sem extravagâncias nem infantilismos, para o respeito e protecção do nosso corpo, enriquecida pela envolvência do conforto na beleza de um indispensável sentido estético.

Existe uma enorme diversidade e evolução de costumes nas diferentes culturas e a sua riqueza dependerá da forma como contribuem para reconhecer o valor insubstituível de cada pessoa.

Ninguém nasce com o bom gosto já formado, e saber vestir-se faz parte da aprendizagem e da educação que se recebe desde criança.

Nem tudo depende das circunstâncias ou das opiniões, que vão mudando. Mas convém que os fundamentos morais que desaconselham uma determinada opção se exponham bem, de forma clara e com sentido positivo.

Cada um pode e deve cultivar um estilo próprio, promovendo uma moda digna, que não se reduza a um produto cultural de dimensão corporal mas o alargue e complete com fim à concretização de uma visão transcendente do ser humano que permanecerá para além do quotidiano efémero, passageiro e decadente.

A verdadeira moda deve libertar-se do consumismo e do luxo excessivo que nos escravizam às coisas materiais. Por isso, vale a pena procurar e criar estilos que, sem desprezar o corpo, não o destaquem única e excessivamente, em detrimento da dimensão completa da pessoa, estilos que conduzam à beleza do espírito, ao bem-estar do coração e à transcendência da alma, embora partindo da materialidade do hoje, aqui e agora.

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