Há um elefante na sala

 Há um elefante na sala

Chega! Há um elefante na sala!

Foi com alguma preocupação que, na manhã do dia 11 de março, todos acordamos para uma realidade política e social de grande instabilidade que já não estamos habituados.

Os resultados eleitorais disseram aos políticos que exerçam os seus mandatos com a nobreza que estes cargos exigem.

A política, o exercício da ré-publica (coisa-pública) é uma missão nobre e essencial para a condução da vida dos povos no sentido da dignidade da pessoa humana, do bem comum, da verdade, da justiça, da participação, da solidariedade. Esta visão nobre da política tem sido deturpada com os casos anunciados de possível corrupção dos políticos e de uma Justiça que não faz justiça.

A noite eleitoral, trouxe-nos uma Aliança Democrática embevecida com a provável vitória sobre o PS; um PS a dar-se conta do elefante que está na sala e que o milhão de portugueses que votaram no Chega não podem ser todos populistas e xenófobos; analistas políticos a ficarem baralhados porque o povo português já não vai na cantiga de fazedores de opinião…

Um milhão de pessoas já não querem as pessoas e os esquemas dos partidos do centrão. Temos a sensação de que a diferença entre PS e PSD são só as cores da bandeira, em detrimento da velha visão do mais ou menos estado na intervenção social, mais ou menos privado e privatizações. Eles precisam de estar no poder para governar os esquemas laranjas e rosas, olhando de quando em vez, para o povo.

Por outro lado, o povo é que faz os políticos. A taxa de abstenção diminuiu. Quando o povo se abastem do cumprimento dos seus direitos e deveres, como podemos exigir melhores políticos?

Talvez o elefante não esteja só dentro da classe política. O desinteresse e a indiferença pelo exercício da Democracia alimenta este elefante na sala.

Para os cristãos, o direito de votar transforma-se numa exigência de fé. A participação na construção da sociedade é um imperativo moral quer enquanto votante quer, se tiver capacidade, na disponibilidade de ser eleito para funções políticas e sociais.

A parábola do Samaritano ensina-nos que o problema do meu próximo é meu também.

O problema não está só em quem se senta nas cadeiras do poder, mas também no povo que não se envolve no escrutínio dos melhores para a governação. Só nos lembramos dos políticos quando nos falta a saúde, a segurança, dinheiro para as rendas, para o IUC, os salários baixos…

O resultado destas eleições legislativas deve ser um problema a ser refletido não só pelos “montenegros” desta vida, mas por cada um de nós.

Participemos, sempre! Este é o único caminho para construir!

Para si... Sugerimos também...

Deixe o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subscreva a nossa newsletter